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Marcação a Mercado

O que é a marcação a mercado?

Marcação a mercado é um conceito da chamada matemática financeira, que trabalha com a atualização e definição diária do valor de um determinado título de renda fixa ou cota em fundos de investimentos.

A partir dessas revisões impostas sobre os papéis se é determinado o valor de compra e venda de um ativo (que pode ser tanto um investimento de renda fixa quanto investimento de renda variável) em um dia específico.

Tais valores são atualizados de acordo com as mudanças no chamado mercado secundário, assim como as flutuações de oferta e demanda e nas taxas dos novos títulos emitidos no mercado primário.

Por isso, em constante renovação e efeito de curta duração, a marcação a mercado se posiciona como uma prática contrária à chamada marcação na curva.


Para que serve a marcação a mercado?

A marcação a mercado permite amparar as negociações de títulos na realidade imediata, uma vez que apresenta ao investidor a performance de um ativo, evidencia as valorizações ou desvalorizações do título e pesa o interesse de compra ou venda… Tudo isso no momento presente.

Suas funcionalidades trazem, então, fluidez às transações do mercado financeiro e adequam os títulos liquidados antes de seu vencimento àqueles que estão sendo emitidos no momento da liquidação.

Isso pode ser tanto benéfico quanto maléfico para quem vende: afinal, o título pode apresentar valorização ou desvalorização na operação.

Quais são as vantagens e desvantagens da Marcação a Mercado?

Para começar, devemos destacar a segurança que esse tipo de taxação proporciona ao investidor, uma vez que não permite a transferência de riquezas entre os investidores – o que é comum com a Marcação na Curva – sendo, então, bastante transparente e mantendo as consequências dos ganhos ou perdas sobre o investidor de direito.

Além disso, mantém o valor dos ativos sempre realistas em relação ao praticado no mercado.

Mas, como nem tudo são flores, também possui desvantagens. Esse tipo de marcação é totalmente dependente do funcionamento do mercado financeiro, de modo que qualquer tipo de problema (políticos e econômicos, em geral) pode afetar os valores dos ativos.

Desde 2002, o Banco Central do Brasil determinou que os fundos de investimentos deveriam utilizar apenas o modelo de marcação a mercado. Afinal esse é um modelo mais transparente e que impede o problema de transferência de riqueza entre os investidores.

Como funciona a marcação a mercado sobre títulos de renda fixa?

Os títulos de renda fixa (Tesouro Direto, CRI, CRA e outros) são aqueles que mais sofrem impactos da marcação a mercado. Apesar de terem uma rentabilidade pré-fixada, tais títulos podem ser valorizados ou desvalorizados de acordo com as movimentações realizadas no mercado secundário - onde investidores compram e vendem entre si.

Para ganhar com títulos de renda fixa, é preciso saber a hora de entrar ou sair de um investimento e detectar, por exemplo, quais os indicadores mais influentes para que o valor de um papel caia ou suba.

A emissão de título pagando juros maiores, por exemplo, gera desvalorização do papel, enquanto juros baixos trazem a valorização do produto.

Para ficar mais fácil de compreender o tema, que tal trazemos para uma realidade bastante comentada? Veja: quando você adquire um automóvel, um imóvel ou até mesmo um telefone celular, você faz um investimento X reais sobre ele. Supondo que um mês depois você queira vender a sua aquisição, é preciso saber o preço que esse objeto está valendo no mercado, para a partir disso estipular um preço a seu cliente.

Se você pagou 1000 reais pelo celular, mas hoje a loja o vende por 900 reais, é pouco provável que alguém se interesse em comprar o seu usado por 1000 reais. Ou seja, você terá que abaixar o preço e sofrer prejuízo se quiser vender.

No caso dos títulos, o que acontece é que se você comprou títulos com rentabilidade de 10% e o mercado primário emite novos títulos com rentabilidade de 12%, o seu título se desvaloriza, certo?

Afinal, não faz sentido para o comprador comprar papéis com rentabilidade menor sem receber uma vantagem por isso - um “desconto” no valor de compra.

Portanto, quando se investe é preciso estar atento e acompanhar diariamente as condições em que tal título se encontra. Isso permitirá encontrar oportunidades mais vantajosas e/ou prevenir-se de riscos, caso liquidar os títulos antes do vencimento lhe pareça uma opção interessante.

Caso queira entender melhor a diferença entre Marcação a Mercado e Marcação na Curva, vale a pena ler nosso texto completo explicando suas características aqui.

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