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Mailson da Nóbrega

O economista Maílson da Nóbrega foi ministro da Fazenda durante um dos períodos mais críticos da economia brasileira. O país vivia o pesadelo da hiperinflação e diversas tentativas de recuperação da saúde financeira de famílias e empresas.

A trajetória de Maílson da Nóbrega ficou marcada também pela participação de conselhos administrativos de companhias no Brasil e no exterior. Ele ainda produziu publicações que analisam diferentes setores e momentos da economia.

Biografia de Maílson da Nóbrega

Maílson da Nóbrega nasceu em 1942 no município de Cruz do Espírito Santo, no interior da Paraíba. Ele começou a trabalhar ainda criança, com cerca de dez anos, como descastanhador de caju e vendedor ambulante.

Já em 1976, Nóbrega concluiu a graduação em economia na Faculdade de Ciências Econômicas Contábeis e de Administração do Distrito Federal (CEUB).

Ele iniciou sua trajetória profissional na economia aos 20 anos, quando começou a trabalhar no Banco do Brasil. Cerca de 15 anos mais tarde, passou a trabalhar em setores do governo federal que definiam as regras para a intervenção do Estado na economia.


Carreira de Maílson da Nóbrega na economia

Entre os anos de 1983 e 1984, o economista assumiu o posto de secretário geral do Ministério da Fazenda que, à época, se organizava para criar o sistema brasileiro de contas públicas.

Os estudos de Maílson da Nóbrega serviram, mais tarde, para a criação da Secretaria do Tesouro Nacional e a reestruturação do Banco Central, entre outras mudanças.

O economista tornou-se ministro da Fazenda entre janeiro de 1988 e março de 1990, durante o governo do presidente José Sarney (1985-1990). Nesse período, a sua intenção era de fazer uma economia “feijão com arroz”, sem promessas grandiosas para tentar recuperar a estabilidade do mercado.

Maílson se dedicou em restabelecer as relações econômicas entre o Brasil e os demais países, depois da declaração da moratória da dívida externa em 1987. No entanto, não conseguiu renegociar a dívida.

Durante o período em que ocupou o cargo, Nóbrega assumiu a presidência do Conselho Monetário e do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Ele também fez parte de boards do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A gestão de Maílson ficou marcada pelo Plano Verão, de 1989, quando foi lançado o Cruzado Novo, mas que também não conseguiu conter a temida inflação. Em 1990, com a mudança do governo, o economista deixou o posto.

Vida pós-governo

Depois de deixar o governo, Maílson da Nóbrega se dedicou às atividades de consultoria. Ele e outros sócios criaram a MCM Consultores Associados, empresa que deixou em 1995. Dois anos mais tarde, ele também foi um dos criadores da Tendências Consultoria Integrada, que tem o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Loyola, entre os sócios.

Nóbrega também passou a dar palestras e começou a escrever colunas para diversas publicações (Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e a revista Veja).

Maílson da Nóbrega é autor de seis livros:

  • Desafios da Política Agrícola (1985), que trata sobre crédito rural;
  • O Brasil em Transformação (2001), que foi uma coletânea de artigos do economista;
  • O Futuro Chegou (2005);
  • Muito Além do Feijão com Arroz (2010), sua autobiografia;
  • O Acaso Beneficia Quem se Prepara (2014);
  • A Economia, Como Evoluiu e Como Funciona (2016).

No ano de 2013, o ex-ministro foi eleito o Economista do Ano pela Ordem dos Economistas do Brasil. Em 2017, passou a ser membro da Academia Internacional de Direito e Economia.

Setor privado

Depois de anos atuando no setor público e no governo, Maílson da Nóbrega também atuou em diferentes empresas, no Brasil e no exterior, como membro de conselhos consultivos e de administração. Entre as companhias estão Latin American Investment Trust (em Londres), Collabrium Capital (em Londres), Pão de Açúcar, Pirelli, TIM, Rodobens, Grendene, Cosan, Queiroz Galvão e Unipar.

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