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Macroeconomia

O que é Macroeconomia?

A macroeconomia surgiu a partir da Grande Depressão de 1929, quando se percebeu os limites do livre mercado para se alcançar a máxima eficiência e o equilíbrio, tal como estipulado pela microeconomia.

Assim, ela ganhou importância com os trabalhos de John Maynard Keynes, principalmente após a publicação de “Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda” de 1936. Ele foi um dos primeiros economistas a destacar a necessidade de se olhar a economia como um todo e não apenas pela perspectiva dos indivíduos que fazem parte dela.

Como exemplo dessa abordagem, Keynes faz referência ao “paradoxo da parcimônia”: enquanto a decisão individual de aumentar a poupança pode tornar uma pessoa mais rica, se todos resolvem fazer a mesma coisa ao mesmo tempo, o resultado é uma redução da atividade econômica, o que não gera maior riqueza para a sociedade.

Olhando a economia de forma mais ampla, pode-se verificar como os seus diferentes setores se relacionam uns com os outros. Isso auxilia na construção de políticas econômicas por governos, modelos de negócios por grupos empresariais, além de estratégias de alocação de ativos por gestores de fundos, dados alguns fatores que passaram a ser recorrentes, tais como:

  • Inflação;
  • Desemprego conjuntural (momentâneo) versus desemprego estrutural (permanente);
  • Internacionalização e os impactos da integração econômica entre os países.

Quais os principais pontos abordados pela macroeconomia?

A macroeconomia se desenvolveu com o foco em dois aspectos:

Crescimento econômico

Ele é o que gera o aumento da renda nacional e do padrão de vida. Demografia, taxas de investimento e recursos tecnológicos fazem parte do que se chama de “Teoria Geral do Equilíbrio e do Crescimento” para o estudo e a implementação de políticas econômicas.

Ciclos econômicos

Eles impactam diretamente os níveis de emprego e de produção, levando-se em conta períodos de maior e menor crescimento da economia. Entender a sua dinâmica e como podem ser suavizados garantem uma trajetória mais uniforme de crescimento econômico no longo prazo [link].

É nesse aspecto que são calculados os principais indicadores de desempenho da economia. PIB, inflação e índice de desemprego, por exemplo, são analisados por meio da “Teoria dos Agregados”.

Quais contribuições podem ser atribuídas à macroeconomia?

Elementos como a renda nacional, a relação entre consumo e poupança, os gastos do governo e o fluxo entre importações e exportações mostram de que forma uma economia está estruturada.

Quando transportamos as variáveis de Oferta Agregada (OA) do Keynesianismo:

OA = C + I + G + (E – I)

Onde:

  • C = Consumo;
  • I = Investimento;
  • G = Gastos do governo;
  • (E – I) = diferença entre exportações (E) e importações (I).

Temos os principais componentes macroeconômicos:

  • Mercado de Bens e Serviços: equivalente à oferta agregada (OA), mede a produção e os seus respectivos níveis de preços;
  • Mercado de Trabalho: faz referência ao consumo (C), indicando salários e taxas de emprego;
  • Mercado de Títulos: é o mercado de crédito (I), definido em função de quanto os agentes poupam e investem;
  • Mercado Monetário: está relacionado à oferta de moeda, o que remete à forma como o governo gasta (G);
  • Mercado de Divisas: determinado em função das transações internacionais (E – I).

Ao se analisar a interdependência entre esses mercados, é possível orientar a economia para se alcançar os seus principais objetivos:

  • Crescimento de longo prazo;
  • Por meio do pleno emprego (não só de trabalhadores, mas de todos os recursos);
  • Mantendo a estabilidade de preços (controle da inflação);
  • De forma coordenada (pelo governo);
  • Em uma economia que sofre influências de seus pares internacionais.

Dito de outra forma, a macroeconomia busca o bem-estar coletivo ao invés de dar enfoque apenas às peculiaridades individuais. Ao colocar o papel contra cíclico do Estado, onde ele gasta mais quando a atividade econômica está mais fraca, ela contempla os custos e os benefícios das políticas econômicas.

O curioso é que, até Keynes se debruçar mais atentamente sobre os agregados econômicos, os estudiosos acreditavam que a própria microeconomia servia para explicar como uma nação podia chegar ao equilíbrio econômico. Isso ocorria em função da existência da moeda como meio de troca, o que lhe dava um papel determinante tanto para os níveis de preços como para as taxas de juros.

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