Última modificação em 9 de dezembro de 2019

O que é Livre Mercado

O Livre Mercado é um modelo econômico. Ele está associado às correntes liberais e neoliberais de pensamento. Entre seus principais teóricos estão Adam Smith e Ludwig von Mises. Também é chamado de Economia de Mercado, ou Sistema de Livre Iniciativa.

A base desse modelo é a ideia de que as forças de oferta e demanda (o sistema de preços) vão determinar a economia, em vez de uma intervenção direta do Governo.

Liberdade é um princípio central, já que são os indivíduos e as empresas que decidem o que vão consumir ou produzir. Em decorrência disso, é um modelo descentralizado, isto é, as decisões econômicas não ficam nas mãos de um único agente.

Na prática, não existem economias de Livre Mercado puras, pois todo mercado sofre algum tipo de intervenção. Porém, existem vários graus de liberdade nos mercados e, em muitos casos, podemos observar uma relação positiva entre um grau mais alto de liberdade e a saúde da economia.


Diferentes significados de Livre Mercado

 

Muitas vezes, o termo Livre Mercado é usado como sinônimo da política de Laissez-Faire capitalista, em que a competição não tem obstáculos e todas as transações são de caráter privado.

Porém, podemos usar esse termo com um significado um pouco mais abrangente, para nos referir a um mercado em que as atividades são voluntárias, sem coerção. Nesse sentido, tanto o Laissez-Faire capitalista quanto o Socialismo Voluntário são exemplos de Livre Mercado, embora o segundo não apresente o caráter privado.

Como funciona o Livre Mercado

Na teoria, em um Livre Mercado, não existe controle e as regulações são mínimas. As empresas concorrem de maneira ampla entre si, o que leva a dois resultados importantes: acelerada inovação tecnológica e redução dos preços. Isso é necessário para atrair a preferência dos consumidores, que podem escolher qualquer fornecedor.

É importante mencionar que, na visão de Mises, o Livre Mercado possibilita a alocação racional do capital, por meio do sistema de preços que se autorregulam. Em outras palavras, os preços chegam sem intervenção a uma posição ótima, por meio da ampla concorrência; com isso, o capital se distribui da maneira mais adequada na economia.

Além de escolher os fornecedores, os consumidores também determinam o que e quanto eles querem comprar. Essa demanda, então, define qual será a oferta de produtos e serviços, e pode levar ao surgimento ou desaparecimento de segmentos inteiros do mercado.

Limitações ao Livre Mercado

As limitações mais comuns ao Livre Mercado surgem das atividades políticas. Entre elas, estão:

Essas limitações são frequentemente justificadas como soluções para proteger grupos hipossuficientes (consumidores, empregados) e evitar vantagens injustas na concorrência.

Muitas vezes, o caminho encontrado para vencer essas limitações é por meio do lobby. Quando as limitações são simplesmente violadas, temos a instauração de um mercado negro.

Índices de Livre Mercado

Como já foi dito, não existe uma economia de Livre Mercado pura, mas existem diferentes graus de liberdade. Para medir esses graus, foram criados índices específicos:

Eles avaliam, entre outros itens, a segurança dos direitos de propriedade, o peso da regulação e a abertura dos mercados financeiros em um determinado país.

Livre Mercado e Mercado Financeiro

Em um país onde impera o Livre Mercado, o mercado financeiro tem um papel importante para facilitar a atuação de consumidores e fornecedores. Ele possibilita obter os recursos necessários para comprar ou produzir, sem a necessidade de subsídios do Governo.

 

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