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Lean Manufacturing

O que é o Lean Manufacturing?

Lean Manufacturing é o nome dado a uma filosofia específica de gestão que, baseada em um sistema desenvolvido ainda em meados do século passado pela Toyota Motor Corporation, se popularizou pelo mundo e permanece em evidência até hoje nos meios de produção. 

Em Língua Portuguesa, o Lean Manufacturing pode ser traduzido como Manufatura Enxuta ou (mais raramente) Sistema Enxuto de Manufatura. Além disso, existem aqueles que o identificam apenas como o Sistema Toyota de Produção, por conta de sua origem. Seja qual for o nome escolhido por você para denominá-lo, as bases da filosofia são as mesmas.

Evitar o desperdício. Sim, esse é o objetivo principal do Lean Manufacturing! E não estamos falando apenas do desperdício de dinheiro, que é o primeiro no qual as pessoas pensam, mas no desperdício de uma série de recursos: tempo, energia, talentos... Todos resultam em perdas financeiras, é verdade, mas possuem formas distintas de serem concretizados e/ou solucionados. 

Para categorizar como o desperdício de recursos se apresenta na linha de produção, foram definidos 7 tipos diferentes de "ralos", fases em que as perdas tendem a se originar ou mesmo multiplicar. São eles: os defeitos, a espera, o inventário, a movimentação, a produção excessiva, o processamento excessivo e, por fim, o transporte. Hoje em dia, muitos apontam ainda para um oitava ralo, o conhecimento.

Ainda assim, podemos perceber que esses ralos são muito ligados à manufatura. Então isso significa que apenas a indústria aplica a filosofia Lean? A resposta é: não. Muito embora tenha nascido na indústria automobilística, o Lean se espalhou pelo mundo, atingindo escritórios, hospitais, escolas e toda sorte de empreendimento. Isso porque sofreu diversas adaptações a cada realidade, dando origem à variações como o Lean Office e o Lean Startup

Esse último, aliás, foi extremamente importante para trazer a filosofia Lean às organizações tecnológicas do novo século, renovando e popularizando novamente o método a partir da publicação do livro Lean Startup (A Startup Enxuta, em Português), por Eric Ries.


Como o Lean Manufacturing funciona?

Para ser aplicado, o Lean Manufacturing se baseia em 5 princípios básicos. São eles: valor, fluxo de valor, fluxo contínuo, produção puxada e perfeição.

Valor

Podemos entender o valor como aquilo que o consumidor estima a ponto de pagar por isso. É algo capaz de trazer solução a um problema que ele possui, atendendo a uma de suas necessidades. Quem tem sede aceita pagar por uma garrafa d'água porque vê valor nela - a saciedade da sua necessidade mais básica de acordo com a Pirâmide de Maslow.

Na filosofia Lean, é imprescindível que no que gera valor para o cliente, de modo a guiar toda a sua estratégia nessa informação.

Fluxo de Valor

O fluxo de valor identifica todas as etapas para o desenvolvimento de um produto. E quando falamos "todas" é todas MESMO. Concepção da ideia, fabricação, entrega, disponibilização ao público no PDV (Ponto de Venda) e até o uso. 

A partir do mapeamento do fluxo de valor, a companhia consegue identificar a forma como o produto flui pelos processos de produção. 

Fluxo Contínuo

O fluxo de valor atual é mais adequado, isto é, o mais eficiente e eficaz? É possível simplificá-lo? Quais são as fontes de desperdício aqui? Essas e outras perguntas são levantadas nesse princípio.

A ideia é criar um fluxo contínuo, onde não haja interrupções, espera ou retrabalho. O produto deve fluir pelo fluxo de valor de forma natural e sem bloqueios.

Produção puxada

A produção deve ser baseada na demanda e não contrário. Por muito tempo, ainda no início do século XX, os monopólios possibilitavam às empresas produzir grandes quantidades e então empurrar os seus produtos no mercado. Contudo, conforme a concorrência se pulverizou, se tornou necessário produzir apenas de acordo com o solicitado pelo consumidor.

Perfeição

O princípio mais autoexplicativo de todos.

Indica que a empresa, para evitar desperdícios, deve sempre buscar a perfeição. Afinal, menos erros é igual a menos perdas. Para tanto, deve-se investir em processos de melhoria contínua, que aproximam a realidade dessa produção perfeita.

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