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Industrialização

O que é Industrialização

Industrialização é o termo usado para designar um processo de transformação da economia de uma região ou país. Nesse processo, a economia que era primariamente baseada na agricultura e pecuária passa a ser baseada na produção de massa de bens manufaturados.

É importante destacar que essa transformação não ocorre abruptamente, mas ao longo de um processo contínuo. Diferentes países estão em diferentes posições dentro desse contínuo, isto é, em diferentes pontos no processo.

Frequentemente utilizamos o termo "desenvolvido" em referência a um país que está mais avançado no contínuo de industrialização. Enquanto isso, utilizamos o termo "emergente" (ou "em desenvolvimento") em referência a um país menos avançado nesse processo.


História da Industrialização

A história da industrialização começa na Europa, no fim do século XVIII e começo do século XIX, com a 1ª Revolução Industrial.

Foi nesse momento que países como a Inglaterra começaram a transicionar de modos de produção artesanais para a produção fabril, mecanizada. A invenção da máquina a vapor, com o uso de carvão como fonte de energia, foi a inovação que possibilitou essa mudança.

Posteriormente, entre a segunda metade do século XIX e a primeira metade do século XX, ocorreu a chamada 2ª Revolução Industrial.

Nesse período, Alemanha e EUA juntaram-se a Inglaterra e França no grupo de potências industriais. Entre os aspectos marcantes dessa nova revolução estiveram o uso do petróleo como fonte de energia e o uso do aço na indústria.

Características e efeitos do processo de Industrialização

Enquanto a característica principal da industrialização é a mudança de foco da agropecuária para a manufatura de massa, outras características acompanham esse processo. Entre elas, podemos destacar:

  • Divisão do trabalho e especialização dos trabalhadores;
  • Aumento da produtividade e do consumo;
  • Melhoria do padrão de renda para alguns grupos, algumas atividades;
  • Aprofundamento da desigualdade de renda;
  • Aceleração da migração para zonas urbanas e formação dos grandes centros.

A industrialização ainda traz efeitos sociológicos importantes. Um deles é mudança na estrutura e na dinâmica familiar. Por exemplo:

  • A família nuclear (composta de pai, mãe e filhos) torna-se a norma, enquanto os laços entre a família estendida (avós, tios, primos) enfraquece;
  • Em vez de permanecer em um mesmo lugar por gerações, as famílias tendem a se relocar em busca de lugares onde há maior oferta de empregos;
  • O tempo que as pessoas passam juntas é ditado pelos horários de trabalho nas empresas;
  • O papel dos gêneros se divide entre o homem que trabalha fora e a mulher que permanece em casa para cuidar dos filhos.

Para completar, a industrialização também é acompanhada por movimentos de organização das classes de trabalhadores, formação de sindicatos e lutas por direitos trabalhistas.

Em alguns países, as relações entre empregadores e empregados se desenvolvem de maneira mais liberal, na negociação direta entre as partes. A crítica a esse modelo é que um dos lados, os empregadores, tem mais força do que o outro, o que pode levar a um aprofundamento ainda maior da desigualdade entre as classes.

Em outros países, essas relações são mediadas pelo Estado, com leis que regulam as relações de trabalho. A crítica a esse modelo é que ele engessa as duas partes, impedindo que tais relações sejam organizadas da maneira mais eficiente possível.

Caminhos para a Industrialização

Não existe um único caminho para avançar no processo de industrialização. Países europeus e os EUA utilizaram-se, inicialmente, de políticas mercantilistas e protecionistas para incentivar o crescimento da indústria. No entanto, esses mesmos países adotaram posteriormente políticas liberais e abriram seus mercados para produtos estrangeiros.

Além disso, existem exemplos de países, especialmente na região da Ásia, em que a industrialização é movida não pelas demandas do mercado interno, mas pela exportação.

Até mesmo nações socialistas podem ser industrializadas, adotando, para isso, programas de planificação da economia. É o caso dos planos quinquenais elaborados pela União Soviética, que tinham o objetivo de torná-la autossuficiente, produzindo tudo que precisava.

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