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Índices de Endividamento

O que são Índices de Endividamento?

Índices de Endividamento são, como o próprio nome indica, índices que apontam o grau de endividamento de uma empresa. Esses dados são relevantes para que gestores possam tomar decisões estratégicas quanto ao planejamento financeiro da companhia, e também ajudam os investidores a avaliar onde melhor alocar os seus recursos.


Quais são os principais Índices de Endividamento?

Existem vários índices de endividamento que podem ser utilizados para avaliar o endividamento de uma empresa. Dentre eles, destacamos três que são mais comumente empregados.

O primeiro é a Participação de Capitais de Terceiros (PCT), que representa a relação entre capital de terceiros e patrimônio líquido da empresa, demonstrando qual é a proporção de recursos que não são próprios para recursos próprios. A fórmula para calcular é simples: 

PCT = [(PC + ELP) ÷ PL] x 100

Nesta fórmula:

  • PC corresponde ao passivo circulante;
  • ELP corresponde ao exigível de longo prazo;
  • PL corresponde ao patrimônio líquido.

Portanto, se uma empresa tem R$ 2 milhões em patrimônio líquido, R$ 100 mil em passivo circulante e R$ 500 mil em exigível de longo prazo, aplicamos a fórmula:

PCT = [(100.000 + 500.000) ÷ 2.000.000] x 100 

PCT = [600.000 ÷ 2.000.000] x 100

PCT = 0,3 x 100 = 30

Isso significa que, para essa empresa, 30% do patrimônio líquido corresponde a capital de terceiros.

O segundo é o Índice de Endividamento Financeiro sobre Ativo Total (EFSAT), que representa a relação entre recursos provenientes de bancos e outras instituições financeiras e o total de bens e direitos da empresa, mostrando o quanto ela é dependente dessas instituições. A fórmula é:

EFSAT = [(DD + IF + TLP + ONC + ELP) ÷ AT] x 100

Nesta fórmula: 

  • DD corresponde a duplicatas descontadas; 
  • IF corresponde à dívida com instituições financeiras; 
  • TLP corresponde às transferências do exigível de longo prazo para passivo circulante; 
  • ONC corresponde a outros não cíclico, como dividendos, imposto de renda e outros; ELP, a exigível de longo prazo;
  • AT é o ativo total.

A soma de DD + IF + TLP + ONC + ELP também é chamada de Passivo Financeiro (PF) porque refere-se apenas às dívidas com instituições financeiras, ao contrário do Passivo Total, que inclui dívidas com fornecedores, prestadores de serviços, funcionários e outras.

Portanto, se uma empresa tem R$ 5 milhões em ativo total e R$ 250 mil em passivo financeiro, aplicamos a fórmula:

EFSAT = (250.000 ÷ 5.000.000) x 100 

EFSAT = 0,05 x 100 = 5

Isso significa que, para essa empresa, a dependência de recursos provenientes de instituições financeiras é da ordem de 5%, significativamente baixa.

O terceiro é a Composição do Endividamento (CE), que revela a proporção da dívida de curto prazo em relação à dívida total. A fórmula é:

CE = [PC ÷ (PC + ELC)] x 100

Nesta fórmula:

  • PC corresponde ao passivo circulante;
  • ELC corresponde ao exigível de longo prazo.

Portanto, se uma empresa tem R$ 50 mil em passivo circulante e R$ 300 mil em exigível de longo prazo, aplicamos a fórmula:

CE = [50.000 ÷ (50.000 + 300.000)] x 100

CE = [50.000 ÷ 350.000] x 100

CE = 0,1429 x 100 = 14,29

Isso significa que, para essa empresa, a porcentagem da dívida total que deve ser paga em curto prazo é de 14,29%.

Por que os Índices de Endividamento são relevantes?

De maneira geral, é muito difícil uma empresa crescer sem ter um certo nível de endividamento. O endividamento é um caminho para obter os recursos necessários para criar novas filiais, adquirir mais equipamento e aumentar a capacidade operacional, contratar talentos para a equipe, desenvolver novos produtos e serviços.

Por outro lado, existe um limite ao quanto uma empresa pode se endividar sem comprometer sua própria sobrevivência. Se as dívidas ultrapassam esse limite, a empresa nao conseguirá cumprir suas obrigações, terá dificuldades para fazer compras essenciais para se manter funcionando e, eventualmente, se tornará alvo de processos judiciais que podem levar ao fechamento das portas.

Quando isso acontece, alguns dos maiores prejudicados são aqueles que investiram na empresa. Por exemplo, se uma empresa não consegue mais pagar as dívidas e entra com um pedido de falência, existe uma ordem, determinada pela lei, para pagar todos que têm direito a receber alguma coisa; os acionistas, especialmente aqueles que detêm ações ordinárias, não estão no topo dessa lista e podem acabar de mãos vazias. 

É por isso que, antes de decidir em quais empresas investir, é crucial avaliar o nível de endividamento de cada uma. Essa é uma medida para reduzir o risco do investimento. E essa análise é feita usando Índices de Endividamento como os que foram apresentados anteriormente.

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