O que é Índice de Sharpe?

O Índice de Sharpe foi desenvolvido pelo prêmio Nobel, William. F. Sharpe. Por meio de seu índice, investidores e demais interessados podem reconhecer uma eventual vantagem entre fundos ou uma carteira de investimentos em relação a ativos livres de risco.

A fórmula para encontrar o Índice de Sharpe é a seguinte:

IS = (Rp – Rf)/OP

Onde;

  • SR = Índice de Sharpe;
  • Rp = Retorno do portfólio, ou do fundo em questão;
  • Rf = Risk Free Ratio ou rendimento oferecido por investimentos sem risco. Por exemplo, Tesouro Selic que oferece rendimento próximo dos 6,5% ao ano;
  • OP = Desvio padrão da performance do fundo ou a volatilidade que ele apresenta.

Ao coletar esses três valores e os colocando na equação, o interessado terá em mãos o valor do Índice de Sharpe.

Quanto maior for o valor, mais interessante e vantajoso o fundo tende a ser. Tecnicamente, o índice de Sharpe (ou Sharpe Ratio) deve ser realizado em comparação a outro fundo para conseguir extrair o máximo dos benefícios do seu cálculo.

Como funciona o Índice Sharpe?

A melhor forma de explicar o funcionamento do Índice de Sharpe é por meio de exemplos.

Suponha que uma pessoa está interessada em investir em um fundo de ações.

Ao levantar todos os fundos disponíveis, o investidor encontra dois fundos que se encaixam melhor em seu perfil.

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Porém, resta à dúvida, qual dos dois é melhor? Para ajudar a determinar isso, podemos utilizar o Índice de Sharpe.

O primeiro valor que vamos coletar dos dois fundos é o rendimento que eles tiveram em seus últimos 12 meses.

Vamos supor que o fundo A conseguiu 10% de retorno, enquanto o fundo B conseguiu 12%.

Outro dado necessário para formular a equação é o rendimento livre de risco. Nesse caso vamos utilizar o rendimento oferecido pela taxa Selic, nossa taxa básica de juro. O seu valor atual é de 6,5% ao ano.

Por último temos que considerar o desvio padrão, ou a volatilidade, que o fundo pode oferecer aos seus investidores.

Calcular ou definir a volatilidade de um fundo ou qualquer outro ativo é algo mais complexo. Por isso, vamos utilizar em nosso exemplo a seguinte métrica.

Para definir a volatilidade dos fundos, o investidor utilizou o desvio padrão que os fundos registraram com relação ao rendimento referente ao índice Ibovespa do mesmo período.

Vamos considerar aqui que o fundo A teve um desvio padrão de 1% e o fundo B alcançou um desvio padrão de 3%.

Levando em consideração todos os números aqui apurados, os cálculos ficam dessa forma:

Fundo A: IS = (10 – 6,5)/1
IS = 3,5.
Fundo B: IS = (12 – 6,5)/3
IS = 1,8333.

Observando ambos os resultados, podemos definir que o Fundo A seria a melhor alternativa.

Por mais que ele tenha alcançado rentabilidade inferior ao fundo B, o Fundo A ainda conta com menos volatilidade e, portanto, menor risco de registrar prejuízos no futuro.

Querendo ou não, fundos de ações ou relacionados a qualquer ativo negociado em bolsa de valores (mercado variável) corre o risco de gerar prejuízos. O desempenho passado não é garantia de rendimento futuro.

Utilização do Índice Sharpe

A utilização mais comum do Índice de Sharpe é na comparação a dois fundos ou mais. Desse modo, o investidor terá em mãos mais um instrumento para ajudar na tomada de decisão.

Vale destacar que fundos que possuem ativos não relacionados em seu portfólio, como por exemplo fundos multimercado (ou Hedge Funds), teoricamente contarão com menos volatilidade que fundos de ações puros.

Afinal, os ativos que não possuem correlação acabam por muitas vezes compensando seus prejuízos ou desvalorizações com a valorização ou rendimento do outro ativo não relacionado.

Portanto o Índice de Sharpe pode ser uma importante ferramenta para te ajudar a escolher o investimento com a melhor relação entre o risco e o retorno de diferentes opções.