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Heterodoxia

O que é a heterodoxia econômica?

A heterodoxia econômica é uma vertente dentro do estudo da Economia, que se coloca de forma oposta às ideias estabelecidas pelos economistas ortodoxos. Entre as principais delas pode-se se citar as teorias ligadas à colocação da oferta e demanda como determinador central para a produção bens e a distribuição de renda.

Sob a perspectiva heterodoxa, comumente são aplicados fatores como a sociologia e história do desenvolvimento humano para explicar os fenômenos econômicos.

E justamente pela multiplicidade de pontos de vista e objetos adotados é que essa vertente apresenta uma diversidade enorme de escolas e teorias econômicas.

Alguns exemplos disso são os economistas heterodoxos compondo às economias feminista, ecológica, marxista e pós-keynesiana, entre outras.


Como a heterodoxia econômica funciona?

A heterodoxia econômica parte sempre de um lugar de oposição ao pensamento econômico tradicionalmente estabelecido - e de forma mais específica, ao neoclassicismo.

Assim sendo, é mais eficaz conhecê-la a partir do seu posicionamento acerca de alguns pontos fixos na ortodoxia neoclássica. Veja dois exemplos:

Homo economicus: É a ideia de que o ser humano toma decisões econômicas totalmente baseadas na sua racionalidade, que usa sempre o próprio raciocínio para produzir, consumir e lucrar. Segundo boa parte das vertentes heterodoxas, o símbolo formado em torno da homo economicus fala ao não considerar as limitações (ambientais e subjetivamente psicológicas) que influenciam o comportamento econômico humano.

Mercado de trabalho: É a estrutura que interliga os indivíduos que oferecem a sua mão-de-obra (física ou intelectual) a outros que dela precisam; em suma, empregado e empregador. Várias teorias heterodoxas (como a marxista) se dedicam a criticar a relação de trabalho tradicional, por a considerarem como sinônimo de desigualdade, exploração ou abuso da classe trabalhadora.

Essas, é claro, não são as únicas ocasiões de divergência entre heterodoxia e ortodoxia, visto que ela abrange todos os campos da Economia. Em cada um deles, elas se aproximam ou se distanciam, abrindo novas discussões e dificultando a concordância unânime do conhecimento científico.

Quais são as principais escolas da heterodoxia econômica?

A heterodoxia econômica, como você já sabe, é formada por diversas escolas diferentes. Cada uma dá à Economia um enfoque, de modo a examiná-la sob o seu próprio olhar.

Do grande corpo de pensadores que podem ser identificados como economistas heterodoxos, podemos citar especialmente os que compõem a:

  • Economia marxista: tem como foco a crítica a estrutura do capital, da mercadoria e da mais-valia, entre outras ideias firmadas nos trabalhos de Karl Marx.
  • Economia feminista: aqui, o foco está no papel da mulher dentro da economia, cuja força de trabalho é subaproveitado e a ação econômica é marginalizada.
  • Economia ecológica: se dedica a entender como os atributos do fator de produção recursos naturais, assim como as suas dinâmicas e limitações, influencia a atividade econômica. Assim, a manutenção dos ecossistemas não seriam um empecilho à produção e ao capital, mas um pressuposto necessário a ser considerado dentro da própria Economia.
  • Economia institucionalista: o interesse principal dos institucionalismo está justamente na estrutura que o nomeia, ou seja, nas instituições. Assim sendo, as instituições como o centro da Economia, visto que o mercado teria surgido e se mantido a partir da interação entre elas.

Quais são as principais escolas ligadas à ortodoxia econômica?

Agora que já pontuamos os pontos principais da heterodoxia econômica, que tal conhecermos mais a respeito de como as duas vertentes se diferenciam?

Para tanto, focar no cerne da Economia ortodoxa facilita o processo - afinal, é da oposição a ele que surge a heterodoxia.

A ortodoxia econômica também possui o seu próprio conjunto de escolas e teorias, de modo que apenas pontos centrais as interligam.

A principal delas, no entanto, diz respeito à tendência natural do mercado ao equilíbrio em pleno emprego, por vezes recorrendo ao liberalismo econômico e a preceitos básicos como a Lei de Say.

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