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Hedger

O que é um Hedger?

O investimento em renda variável pode gerar uma expectativa de ganho maior e mais rápida, mas ao mesmo tempo, é acompanhado por uma exposição maior ao risco. Quando se trata da negociação de produtos físicos na bolsa de valores (geralmente commodities), o papel do hedger é de fazer contratos de proteção ante as variações futuras nos preços.

O hedger pode ser uma empresa ou alguém que utiliza o item negociado, como moeda estrangeira, barras de ouro, grãos ou gado, por exemplo.

Quando a cotação do item no mercado à vista é uma, como o aumento da saca do milho, a expectativa é de que o preço deverá acompanhar este movimento do mercado. Ou seja, a saca seguiria subindo.

No entanto, diversos fatores podem influenciar essa flutuação de oferta e demanda, como cenários político e econômico interno e externo. Isso faz com que, quem trabalhe com a compra ou venda destes produtos, procure uma proteção para eventuais perdas. O hedger recorre, então, ao mercado futuro para se antecipar e se proteger dessa variação em relação ao mercado à vista.


Qual o significado de hedger?

O termo tem associação direta com o significado do substantivo do termo em inglês hedge, que é “cerca”. O uso deste instrumento de proteção teve início no século 19, em que produtores queriam fixar preços futuros para as commodities.

A estratégia passou a ser usada no mercado financeiro para que o hedger tenha a possibilidade de definir valores justos nas negociações futuras.

Esse conceito chamou a atenção de mais investidores que queriam evitar prejuízos na bolsa de valores. Com isso, além dos hedges em commodities, foram criados outros tipos, como cambial, de juros e em ações.

O que o hedger faz?

Na prática, o hedger se utiliza da cobertura (hedge), que é uma ferramenta de gerenciamento de riscos, seja para a proteção da variação do mercado ou da oscilação de cotação de um determinado ativo.

No caso de um produtor de milho, por exemplo, sua preocupação é sobre qual será a cotação de venda dos seus produtos no período da colheita. Se os preços estiverem mais baixos, ele vai ganhar menos e talvez não obtenha lucro, nem mesmo cubra os custos de produção.

Assim, ele pode vender um contrato futuro de milho, a um valor pré-definido. Quando chegar a colheita e a cotação for realmente mais baixa, ele já terá garantido o nível de preços que era satisfatório para si no contrato que vendeu antecipadamente.

Claro que, assim como ele reduz a margem de perda, também reduz a margem de ganho se a cotação for mais alta.

Diante do cenário dos preços da mercadoria ou produto com que ele trabalha, o hedger vai “travar” uma posição comprada ou posição vendida em uma data futura específica.

Para atuar no mercado futuro, o hedger precisa abrir uma conta em uma corretora de valores e fazer o depósito de uma margem de garantia. Com isso, ele vai travar o valor do contrato. Cada contrato corresponde a uma quantidade do produto.

Hedger vs. especulador

Se o hedger investe em preços no futuro para ter resultados melhores nas negociações, ele seria um especulador? Na verdade, o especulador se sujeita aos riscos do mercado futuro para tentar obter lucro nessa flutuação de preços.

Já o hedger, por ser alguém ou uma empresa que trabalha com a compra ou venda dos produtos na economia real e não apenas sua variação no mercado financeiro, apenas recorre à cobertura para reduzir os riscos.

Assim, um hedger não é um especulador porque ele está apenas se protegendo da mudança de preço.

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