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Green Book

O que é o green book?

Green book é o nome dado ao relatório produzido pelo Federal Reserve System (FED) cujo tema principal são as projeções para o mercado econômico estadunidense e mundial.

Entre os temas tratados no Green Book pode-se citar: as expectativas para a inflação, para o PIB e a balança comercial, por exemplo.

Em virtude disso o Green Book é associado, no Brasil, aos apontamentos feitos dentro do Boletim FOCUS. Nos dois, a função de projetar o futuro da economia em seus países é de suma importância, visto que impactam fortemente nas políticas monetárias e cambiais adotadas.

O Green Book é usado, de forma mais específica, nos encontros denominados Federal Open Market Committee (FOMC), em conjunto com outros relatórios semelhantes.


Como o Green Book é criado?

Diferentemente do Banco Central do Brasil, o FED (considerado o Banco Central dos Estados da América) atua espalhado em 12 filiais.

Cada uma delas, dispostas ao longo de todo o país, atua de forma regionalizada.

Como possuem maior proximidade com o andamento da Economia, acompanhando de perto como as relações comerciais, financeiras e econômicas se desenvolvem ao longo do território, as filiais distritais são capazes de diagnosticar com maior facilidade “o andamento da carruagem”.

Sabendo disso, o que se faz é solicitar que cada filial apresente as suas próprias projeções. Chamados de Green Sheets, esses relatórios são reunidos para formar o Green Book.

Isso significa que, da mesma forma que o Boletim FOCUS reúne a visão de inúmeros especialistas da área (em instituições financeiras, empresas e universidades), o

Green Book se torna uma média da visão compartilhada pelas filiais.

Para que serve o Green Book?

Assim como o Beige Book, a principal razão para a composição do Green Book é que ele sirva de guia para os membros do Federal Open Market Committee (o FOMC).

Se em tradução livre ele pode ser chamado de Comitê Federal do Mercado Aberto, na prática o que ele faz é definir a política monetária a ser adotada em seu país.

Ao se reunir cerca de 8 vezes por ano, o FOMC decide a taxa básica de juros, assim como outras diretrizes ligadas à estratégia adotada.

No Brasil, a comissão que desenvolve o mesmo trabalho que a FOMC (voltada para o mercado brasileiro, é claro) é o Comitê de Política Monetária (COPOM). Ele possui um calendário de reuniões próprio e é acompanhado de perto pelo mercado financeiro, político e sociedade em geral.

Uma das coisas que os dois comitês têm em comum é que, para definir as suas estratégias, é necessário que os seus membros tenham um panorama geral e correto a respeito da Economia.

Do contrário, podem se equivocar e causar muitos prejuízos ao mercado financeiro.

Mas voltando ao trato exclusivo do FOMC… Nos Estados Unidos, para mitigar os riscos citados acima, cada filial distrital providencia a sua própria análise do contexto econômico. Assim, a única responsabilidade dos membros é analisá-las e tomar as suas decisões a partir disso.

Qual é a diferença entre o Green Book e os demais documentos apresentados ao FOMC?

Mas não se engane: o Green Book não fornece embasamento sozinho. Ele é apenas um dos “books” produzidos para o FOMC.

O Beige Book, por sua vez, fornece as informações atuais a respeito do comportamento econômico no país (padrões de consumo, atividade empresarial e eventos impactantes, como desastres ambientais).

Já o Blue Book lista as opções disponíveis ao comitê, no que tange a decisões. Ou seja, é um índice de estratégias possíveis.

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