Última modificação em 5 de dezembro de 2019

O que é um fundo fechado?

No universo dos fundos de investimentos existem diferentes tipos de classificação como renda fixa, imobiliários, multimercados e cambiais, por exemplo. Essa, no entanto, não é a única maneira de categorizar esses grupos de veículos financeiros.

Dentro de cada modelo de trabalho dessa estrutura de investimentos comandada por um gestor, você pode encontrar tanto um fundo aberto, como um fundo fechado.

Eles apresentam diferenças importantes entre si como o formato de negociação das cotas, a maneira com que o governo cobra os impostos sobre os lucros conquistados e a liquidez para negociação dos ativos. Vamos entender cada uma dessas questões a partir de agora.

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Como funciona a negociação de cotas em um fundo fechado?

O primeiro aspecto de diferenciação entre um fundo fechado e um fundo aberto está na negociação das cotas. Em fundos abertos (os quais, inclusive, são mais conhecidos), os cotistas são livres para comprar e resgatar cotas ao longo do tempo e de acordo com a precificação de mercado.

Ou seja, você pode hoje comprar cotas desse fundo e, após algum tempo com elas, solicitar o seu resgate. Neste cenário, ao longo de um determinado período, esse fundo pode ter variação do número de cotas e cotistas, bem como alteração de participação entre seus investidores.

Não é o que acontece em um fundo fechado, onde existe um prazo concedido para a aquisição das suas cotas. Após o encerramento desse período estipulado, os cotistas devem manter o seu investimento até a data limite estabelecida pelo fundo, quando ele será liquidado. Não há, portanto, a possibilidade de resgatar o capital — a menos que o investidor faça alguma negociação em mercado secundário.

Um fundo aberto pode ter suas negociações suspendidas em determinados momentos, assim como fundos fechados podem oferecer novas rodadas de investimentos. As duas situações, entretanto, são excepcionais. E o investidor deve ter clareza sobre isso.

Como funciona a tributação de um fundo fechado?

Outro ponto de diferenciação entre um fundo fechado e um fundo aberto é a tributação. Ou seja, qual é a forma que os impostos atuam sobre os rendimentos desse tipo de investimento.

Neste quesito, a vantagem é total para um fundo fechado. Nele, você terá apenas a cobrança de Imposto de Renda no ato do resgate de capital que, como vimos, é apenas no encerramento de prazo do investimento. Por seguir a tabela regressiva, prazos maiores acabam oferecendo menor gasto com essa questão da tributação.

É um cenário completamente diferente dos fundos abertos. Aqui, a tabela regressiva também aparece, mas como os resgates acontecem mais cedo de um modo geral, também há taxas maiores de Imposto de Renda a pagar.

Além disso, vale reforçar que os fundos abertos também sofrem com a ação do come-cotas — a antecipação do pagamento de imposto a cada seis meses (maio e novembro). Desta forma, o resultado final do fundo acaba prejudicado em função da redução do valor total, atrapalhando o rendimento dos juros compostos.

Como é a liquidez de um fundo fechado?

Por fim, temos a questão da liquidez que, claro, é um ponto que tende a ser negativo em um fundo fechado para quem precisa do dinheiro no curto prazo na medida em que esse tipo de investimento não permite resgates periódicos.

Em função dessa característica, esse acaba sendo um formato de ativo mais recomendado a quem deseja aplicar capital pensando em médio ou longo prazo, sem necessidade imediata.

Para o investidor que precisa de liquidez, o mais recomendado é buscar por fundos de investimento abertos. No entanto, ainda assim, é preciso ter atenção às regras do fundo. Existem fundos com liquidez diária, enquanto outros exigem prazos maiores. Verifique sempre o regulamento antes da sua tomada de decisão.

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