Última modificação em 2 de julho de 2020

O que é Fundo de Investimento no Exterior?

Fundo de Investimento no Exterior é um tipo de fundo de investimento em que o foco principal é aplicar em ativos financeiros do exterior. Eles possibilitam que investidores brasileiros se beneficiem de oportunidades de investimento em mercados financeiros de outros países, sem precisar se preocupar com burocracia para investir de forma direta no exterior.

Entendendo o Fundo de Investimento no Exterior

Para entender o fundo de investimento no exterior, antes é preciso saber que nem todo fundo que aplicam em ativos no exterior necessariamente se enquadra nessa categoria. A chave é analisar o foco do fundo.

De acordo com as regulações do mercado financeiro, quaisquer fundos de investimentos nacionais destinados ao público do varejo podem aplicar em ativos no exterior até o limite máximo de 20% do seu patrimônio líquido. Se o fundo tem patrimônio líquido de R$ 1 milhão, até R$ 200 mil podem estar aplicados em ativos no exterior, mas isso não faz dele um fundo de investimento no exterior.

Além disso, quaisquer fundos destinados exclusivamente a investidores qualificados podem aplicar em ativos no exterior até o limite máximo de 40% do seu patrimônio líquido. Assim, se o fundo tem patrimônio líquido de R$ 200 milhões, até R$ 80 milhões podem estar aplicados em ativos no exterior e, ainda assim, ele não é um fundo de investimento no exterior.

Dizemos que se trata de um fundo de investimento no exterior apenas quando os ativos no exterior são o seu foco, desde que isso esteja devidamente previsto na sua regulamentação e explicitado no nome do fundo. 

Quais são as regras que se aplicam ao Fundo de Investimento no Exterior?

O primeiro ponto importante é que esse tipo de fundo só é aberto a investidores qualificados. Vale a pena recordar que investidores qualificados são, de acordo com a classificação da CVM, as pessoas físicas e jurídicas que têm, pelo menos, R$ 1 milhão em aplicações financeiras e podem atestar esse fato por escrito.

Além disso, no caso de um verdadeiro fundo de investimento no exterior, o limite para aplicar em ativos no exterior é mais alto, mas ele existe: 67% do patrimônio líquido. Ou seja, pelo menos 33% dos investimentos do fundo ainda devem ser realizados em ativos no Brasil.

Outra regra que vale a pena mencionar é que não existe limite de concentração para investir em ativos de um certo tipo no exterior. Por exemplo, não importa se, dos 67% que podem ser investidos em ativos no exterior, tudo for colocado em ações ou em títulos de dívida. 

Os ativos do exterior também não são considerados para o cálculo da concentração dos ativos domésticos. Por exemplo, se o fundo fizer aplicações em ações da Google nos EUA, esse valor não afeta o máximo de concentração em ações do Brasil.

Para completar, os ativos no exterior não estão sujeitos a limite de concentração por emitente. Assim, se o fundo quiser, ele pode colocar todos os 67% em ações emitidas por uma mesma empresa. 

Quais são as vantagens de investir em um Fundo de Investimento no Exterior?

Além da possibilidade de diversificar ainda mais sua carteira de investimentos, colocar uma parte do seu capital em um fundo de investimento no exterior pode ser uma forma de se proteger contra a forte instabilidade que existe no mercado financeiro brasileiro.

Como o Brasil é um país que enfrenta maior instabilidade política e econômica, ele pode apresentar boas oportunidades de ganhos para quem busca lucrar com variações de curto prazo. Porém, para quem busca construir um patrimônio de forma sólida em longo prazo, o risco de investir no país é considerado elevado. 

Enquanto isso, EUA, União Europeia e mesmo alguns países da Ásia apresentam maior estabilidade, com a promessa de ganhos constantes a um risco menor. Porém, há dois obstáculos.

Primeiro, colocar seu dinheiro de forma direta nesses mercados envolve uma certa burocracia. Segundo, mesmo em mercados seguros, é preciso saber selecionar os ativos, o que pode ser difícil para quem não conhece mais a fundo as opções.

Esses obstáculos podem ser evitados usando um intermediário. Entra em cena o fundo de investimento no exterior; o administrador do fundo cuida de todos os aspectos burocráticos e o gestor cuida da seleção dos melhores ativos. 

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