O que é o FOMO - Fear of Missing Out?

Fear of Missing Out, mais conhecido pelo acrônimo FOMO, é o nome dado a uma patologia específica da era digital, que se caracteriza pelo receio excessivo de se ficar de fora do mundo tecnológico, perdendo assim as constantes novidades que ele oferece. De maneira geral, costuma-se entender o FOMO como uma tentativa de acompanhar a velocidade de acompanhar a velocidade da tecnologia, produzindo e consumindo tanto quanto ela.

É o caso de quem se desespera ao chegar em um local onde o acesso ao wi-fi e/ou à rede móvel de dados não está disponível. Provavelmente, a pessoa gastará um enorme tempo pensando nas postagens que está perdendo, nas discussões das quais não está participando e das possíveis notícias de catástrofe mundial que não está lendo. "E se alguém me mandar uma mensagem importante nesse meio tempo?", ela se pergunta, até se convencer de que precisa acessar à internet por meros motivos de precaução. 

Ao final, o mais esperado é que, assim que possível, ela termine apenas rolando o feed do Instagram ou realizando testes do tipo " Qual rainha famosa da história combina com sua personalidade?" no Buzzfeed. 

Não há nada de errado com essas atividades, veja bem, e não basta gostar de acessar esse ou aquele site para ser diagnosticado um avanço do FOMO na sua vida. O FOMO é mais reconhecível justamente nos momentos em que a pessoa precisa - ou pelo menos deveria - ficar longe da tecnologia, mas se sente tomado pela ansiedade. 

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Como funciona o FOMO - Fear of Missing Out?

O consenso dita que a primeira vez em que alguém utilizou o termo foi ainda no ano 2000. Dan Herman, um consultor, pesquisador e estrategista de marketing estadunidense, é o responsável por narrar essa disfunção de forma pioneira.

O FOMO, mais do que um mero apego ao mundo digital, é considerado um medo de se ter menos experiências e informações do que outras pessoas. "Como assim todo mundo está discutindo X ou Y? Eu não posso ficar de fora!", pensamos intimamente, ao percebermos que determinado tema viralizou.

De forma quase absurda (e um tantinho inconsciente), o cérebro já começa a imaginar o pior cenário: todos falando daquele assunto e apenas você, o excluído, sendo tido como o desatualizado.

Muito disso, sabemos, vêm da necessidade de nos sentirmos desejados e parte integrante dos grupos sociais. Nessas horas, o viés de comparação social e o viés de desejabilidade social praticamente gritam, criando a ansiedade que te faz pegar o celular apenas quinze segundos após abrir os olhos pela manhã. 

Em casos de privação tecnológica (como a falta de wi-fi que narramos no parágrafo anterior), é possível que se desenvolva mau humor, angústia e ansiedade, que podem evoluir, em casos mais graves, para depressão e crises de pânico. Sim, o FOMO é o responsável pela privação resultar em sintomas de abstinência, mesmo que leves. Por outro lado, ele também pode resultar em vícios tecnológicos. 

Pesquisas já indicam que ao menos dois terços dos usuários de redes sociais padecem de FOMO. Considerando que o Brasil é tido como o país com o segundo maior número de usuários do mundo, fica claro que essa é uma questão amplamente relevante por aqui, concorda?

Algumas das indicações de especialistas para se vencer o FOMO incluem a diminuição no tempo que se passa online, o planejamento (e execução) de atividades de qualidade fora do mundo digital, a prática de meditação e exercícios físicos, além da busca por um profissional de saúde de sua confiança, como um(a) psicólogo(a) familiarizado com o tema.

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