Última modificação em 28 de setembro de 2020

O que é Estímulo Monetário?

Estímulo Monetário é o termo para os esforços feitos pelo Banco Central de um país para estimular o crescimento econômico. Um dos principais exemplos é o corte na taxa básica de juros.

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Entendendo o Estímulo Monetário

Quando a economia de um país está em recessão ou, simplesmente, estagnada, o poder público pode agir para estimular a retomada do crescimento. Para isso, existem diferentes formas de incentivo; uma delas é o estímulo monetário.

O responsável pelas ações de estímulo monetário é o Banco Central do país. Para fazer isso, conta com diferentes instrumentos. O principal é o corte na taxa básica de juros da economia – no caso do Brasil, a taxa Selic

Ao colocar em prática o estímulo monetário, o objetivo é incentivar pessoas e empresas a gastar mais e, assim, reaquecer a dinâmica de produção e consumo. 

Estímulo Monetário é uma prática positiva?

Não existe um consenso sobre a natureza do estímulo monetário ser positiva ou negativa.

Economistas adeptos do keynesianismo defendem que essa prática é necessária, que deve haver uma intervenção do Estado para resgatar a economia, pois o mercado não é capaz de se recuperar adequadamente sozinho. 

Enquanto isso, economistas adeptos da escola austríaca defendem que o Estado não deve intervir, nem mesmo em um cenário de crise, pois a recuperação é um processo que o mercado deve atravessar e que pode torná-lo mais forte e eficiente.

Deixando de lado a questão teórica, o estímulo monetário pode trazer consequências práticas indesejáveis, como provocar um aumento descontrolado da inflação. 

É por esse motivo que as autoridades monetárias não fazem a redução da taxa de juros rapidamente, com um corte muito significativo; em vez disso, fazem pequenos cortes para uma redução gradual. Dessa maneira, é possível acompanhar o impacto dessa medida na inflação.

Quais são os instrumentos de Estímulo Monetário?

Como já vimos, um dos principais instrumentos de estímulo monetário é o corte da taxa de juros – porém, não é o único.

O Banco Central também pode destinar fundos à compra de títulos e valores mobiliários. Essas compras ajudam a manter a demanda no mercado financeiro em períodos nos quais a maioria dos investidores prefere poupar a comprar. Assim, evita-se uma crise nesse mercado.

Ele ainda pode injetar capital de forma mais direta na economia, criando programas de concessão de crédito facilitado, para assegurar que o dinheiro chegue às mãos das empresas e dos consumidores e, assim, que eles tenham recursos para comprar e investir.

Outro instrumento importante é a redução das exigências de reservas bancárias. Se os bancos precisarem manter reservas menores, eles poderão colocar uma parcela maior de recursos financeiros em circulação na forma de crédito. 

Qual é a diferença entre Estímulo Monetário e Estímulo Fiscal?

Diante de uma situação de crise, o Estado não depende apenas do estímulo monetário para fazer a economia voltar a crescer; ele também pode lançar mão do estímulo fiscal. Embora ambos tenham a mesma finalidade, suas características são bastante diversas.

Em primeiro lugar, enquanto o estímulo monetário é de responsabilidade do Banco Central, o estímulo fiscal é de responsabilidade dos governos federal, estadual e municipal – cada um, é claro, respeitando os limites de sua competência.

Em segundo lugar, o estímulo monetário intervém na taxa de juros e na oferta de moeda, enquanto o estímulo fiscal intervém na carga tributária.

Em terceiro lugar, existem mais instrumentos para o estímulo econômico. Em essência, o estímulo fiscal consiste em apenas dois instrumentos.

Por um lado, reduzir a carga tributária sobre as pessoas físicas ou jurídicas. Se os tributos que incidem sobre as operações forem mais "leves", essas pessoas estarão mais dispostas a gastar, mesmo durante um período de crise.  

Por outro, aumentar os gastos públicos. Assim, a demanda do governo pode repor um pouco da queda de demanda dos agentes privados.

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