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Erro Fundamental de Atribuição

O que é o Erro Fundamental de Atribuição?

Esse fenômeno tem muitos nomes. Erro Fundamental de Atribuição, Viés de Correspondência ou Efeito de Atribuição (sem falar no Fundamental Attribution Error, Correspondence Bias e Attribution Effect, de acordo com os termos originais em Inglês) designam um mesmo tipo específico de viés cognitivo.

Segundo a definição do Erro Fundamental de Atribuição (o termo que usaremos oficialmente daqui para frente), todos nós temos a tendência mental de julgar às outras pessoas como se as suas atitudes refletisse diretamente quem elas são, de modo a desconsiderar a interferência do contexto no qual ela se faz inserida.

Na prática, quer dizer que temos a propensão de ver a quem julgamos da seguinte maneira:

  • Não é que a pessoa teve uma semana extremamente corrida; ela é que é uma desorganizada;
  • Não é que choveu ou ela pegou um baita trânsito; ela chegou atrasada porque é uma descompromissada;
  • Não é que naquela mesma semana corrida ela só chegava em casa exausta e dormia; ela é uma porca, que vive no meio da própria sujeira;
  • Não é que ela não sorriu diante do seu "bom dia" porque está tendo simplesmente um dos piores dias da vida dela; ela é que é antipática e temperamental.

E por aí vai... Acredite, os eventos para ilustrar são muitos. E apesar de um tanto dramáticos, esses exemplos narram muito bem o nosso dia a dia, além, é claro, de funcionar como um retrato fiel da influência do Erro Fundamental de Atribuição em nosso cotidiano.


Como o Erro Fundamental de Atribuição funciona?

Se você já leu o nosso artigo completo sobre o viés do ator-observador, deve ter uma noção mais apurada de como o Erro Fundamental de Atribuição funciona.

Se não é o seu caso, fique tranquilo: vamos relatar a seguir, brevemente, como esse viés funciona e qual é a relação dele com o Erro Fundamental de Atribuição.

Por definição, o viés do ator-observador narra a propensão "que todas as pessoas possuem de julgar diferentemente a maneira como fatores internos e externos motivam o comportamento dos demais e de si mesmo".

É ele, portanto, que explica o porquê de sermos tão rápidos em julgar os outros por sua irresponsabilidade, desorganização e imundice, mas sempre encontramos uma desculpa para as nossas próprias atitudes.

Afinal de contas, quantas vezes você já olhou para o seu quarto bagunçado e pensou: "nossa, eu sou mesmo um(a) porco(a), desorganizado(a) e bagunceiro(a)". É possível que algumas.

No entanto, ates de se declarar imune ao Erro Fundamental de Atribuição (sério, cuidado com o viés do ponto cego), vale lembrar o que vem a seguir, um verdadeiro diálogo do tipo: "ah, mas eu estava cansado(a) esses dias. Foi só uma fase. Essa semana eu vou me organizar, prometo".

Percebe que, no fim das contas, a culpa é da fase? E o que é a fase se não um fator situacional, uma parte do contexto externo que você não pode controlar? Se não pode ser controlado, é mais fácil não ter a autoestima afetada quando você cogita dormir no chão para não arrumar a zona sobre a cama - e o viés de autoconveniência agradece.

Assim, enquanto o Erro Fundamental de Atribuição faz com que não demos esse benefício às outras pessoas, o viés do ator-observador justamente nos mostra essa balança com pesos desproporcionais entre a forma que nos criticamos e criticamos os outros.

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