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Dólar Paralelo

O que é o dólar paralelo?

O dólar paralelo é uma modalidade de câmbio utilizada de maneira extraoficial por doleiros e casas de câmbio irregulares, que colocam montantes da moeda em circulação sem ter uma autorização do Banco Central para exercer tal atividade.

Diferentemente do capital disponibilizado por instituições financeiras e casas de câmbio regularizada, o dólar paralelo é considerado ilegal.

Ele é apresentado ao comprador como uma vantagem frente ao dólar turismo (cujo valor é ainda mais caro do que o do dólar comercial, justamente por todos os custos de operação ligados ao mercado legal).

Inclusive, é por agir em paralelo a esse mercado que ganha esse nome.

Transacionar dólares se valendo dessa estratégia cambial apresenta inúmeros riscos a ambos os agentes econômicos da transação - e, como você deve imaginar, estão intimamente ligados à sua ilicitude.

Não há como se comprovar a movimentação do dinheiro, nem a sua origem ou destino final, de modo a ser frequentemente exposto a processos judiciais ligados a crimes como sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, por exemplo.

Mas atenção! É importante não confundir o dólar paralelo com o dólar comercial ou dólar turismo. Esses últimos representam formas lícitas (e essenciais) de se negociar dólares no mercado brasileiro.


Como o dólar paralelo funciona?

No século XXI, os escândalos de corrupção política trouxeram à tona um termo até então tímido no vocabulário nacional: o doleiro. Essa figura é descrita como um membro de organizações criminosas, que participa ativamente na articulação dos crimes.

No entanto, poucos se dedicam a explicá-lo, esclarecendo de forma simples o que o conceito de fato significa.

Vamos lá: os doleiros são os agentes responsáveis por comprar e vender dólares no mercado paralelo.

O seu principal objetivo é garantir que o dinheiro recebido (ou prestes a ser enviado) de maneira corrupta seja alocado ao patrimônio de seus destinatários. Na prática, eles atuam como um verdadeiro elo entre os corruptos/corruptores e o mercado financeiro.

Os doleiros são, portanto, os próprios responsáveis pela existência do dólar paralelo.

E ao se agir dessa maneira, o doleiro é passível de ser enquadrado em ao menos três crimes: sonegação fiscal (com pena de 6 meses a 2 anos de prisão), evasão de divisas (2 a 6 anos) e lavagem de dinheiro (3 a 10 anos).

Diante desses riscos, é possível aferir que atuar com o dólar paralelo tenha alguma vantagem, certo?

A verdade é que, além de facilitar a dissimulação da origem do capital, o dólar paralelo circula a taxas muito menores do que o dólar turismo. Sendo esta a modalidade mais usada por cidadãos comuns, ele consegue se encaixar entre a taxa de câmbio comercial e a taxa de câmbio do turismo.

E se engana quem pensa que o doleiro é um “profissional” recente, inventada neste século. Em verdade, já surgiram há pelo menos quatro décadas. Naquele momento, quando o câmbio era fixo o limite de operação era mais baixo, eles eram contratados para fornecer moeda extra aos compradores.

Qual é a diferença entre o dólar paralelo, o dólar turismo e o dólar comercial?

Já entendemos que o dólar turismo é mais caro do que o dólar comercial e do que o dólar paralelo, certo? Mas saiba que as diferenças eles vai muito além dessa questão.

O dólar comercial  e o dólar turismo englobam práticas totalmente lícitas de se negociar a moeda. Enquanto o primeiro está reservado às transações financeiras e comerciais (em especial, às exportações e importações), o segundo se volta para os viajantes e os seus gastos comuns no exterior.

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