O que é DMPL?

DMPL é uma abreviação para Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. Apesar do nome técnico, esse é um documento contábil que visa simplificar a identificação de eventuais mudanças na configuração do patrimônio de uma companhia.

Vale lembrar, caso você não tenha tanta intimidade com termos de contabilidade, que o patrimônio líquido nada mais é do que o resultado da diferença entre todos os ativos (bens e direitos) de uma empresa e o capital de terceiros utilizado na operação (passivo). Ou seja, aqui estão, principalmente, as reservas de lucros e o capital dos sócios de uma organização.

Apesar de ser um conceito simples de entender, o patrimônio líquido está em constante movimentação. E é para isso que surge a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, gerando controle sobre essas variações.


Para quem a DMPL é obrigatória?

A DMPL é, assim como o Balanço Patrimonial ou o Demonstrativo do Fluxo de Caixa (DFC), um documento contábil em que as empresas registram suas respectivas condições em datas específicas.

Ao contrário dos demais citados, contudo, ela não costuma ser obrigatória. A exceção fica por conta de empresas que possuam capital aberto, isto é, que estejam listadas nas Bolsas de Valores.

Neste caso, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), entidade fiscalizadora do mercado de capitais do Brasil, faz a exigência de publicação de todas as mutações do patrimônio líquido. Ou seja, caso a empresa seja de capital aberto, a DMPL passa sim a ser obrigatória.

Como funciona a DMPL?

O grande objetivo da DMPL está na organização das informações referentes ao patrimônio líquido, conforme adiantamos anteriormente. Assim, torna-se possível identificar as principais movimentações realizadas pela companhia no período do demonstrativo compartilhado.

O principal objetivo deste documento contábil está na identificação do equilíbrio das contas. Se, por qualquer motivo, o patrimônio líquido aparece com números que indicam comprometimento futuro, fica mais fácil de agir em cima desta informação.

Além disso, a DMPL permite o entendimento das movimentações financeiras, representando as principais ações realizadas pelos gestores em termos de investimentos para crescimento do negócio.

Como elaborar a DMPL?

A elaboração da DMPL deve ser feita preferencialmente por um contador ou profissional especializado em relatórios contábeis. Isso porque nem toda movimentação financeira representa alteração de patrimônio líquido. Podemos mencionar como exemplo disso o uso dos próprios lucros para compensação de prejuízo.

Por outro lado, existem diversas situações em que há sim mutação do patrimônio líquido como a mudança de resultado (lucro ou prejuízo), doações, operações com as ações da companhia ou retificações contábeis.

Nestes caso, em operações que alterem o patrimônio líquido da companhia, torna-se necessário registrar as mudanças na DMPL. A estrutura do documento é relativamente simples e consiste em compartilhar os saldos iniciais (período anterior) e o saldo atualizado (período atual) de cada conta.

Qual a importância da DMPL?

Apesar de não ser um demonstrativo contábil tão conhecido como outros documentos que mencionamos neste mesmo artigo, a DMPL é extremamente importante para as diversas partes interessadas no mercado financeiro.

Em primeiro lugar, para a própria companhia, trata-se de um documento que garante a exigência de normas e procedimentos da CVM que, por sua vez, aproveita disso para aumentar a transparência entre as empresas e os seus potenciais investidores.

Para esses investidores, aliás, a DMPL também tem sua importância. É, afinal, mais uma ferramenta que pode ser utilizada com o objetivo de encontrar boas oportunidades para aportes financeiros.

Por fim, do ponto de vista da gestão, a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido acaba por ser uma forma de acompanhar o desempenho dos administradores do negócio, observando principalmente se há aumento ou redução dos lucros gerados.

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