O que são Direitos Creditórios?

Direitos Creditórios são direitos derivados dos créditos que uma empresa tem a receber, como cheques, duplicatas ou parcelas de cartão de crédito.

Eles funcionam como dívidas convertidas em títulos que podem ser vendidas a investidores externos por meio de um processo chamado securitização.


Por que os Direitos Creditórios são usados?

 

Estender o crédito é uma ótima maneira de incentivar as vendas. Mas enquanto aguarda o pagamento do cliente, as organizações têm necessidades reais para esse dinheiro.

Os Direitos Creditórios, por meio da securitização, ajudam as empresas a acertar seu fluxo de caixa com suas despesas. Eles são um método para transformar as notas de recebíveis — ou seja, as promessas de pagamento dos seus clientes em uma data posterior — em dinheiro imediatamente.

Como os Direitos Creditórios são gerados?

Imagine que um cliente comprou uma geladeira para pagar em 30 dias. A loja fica com o direito de receber a quantia devida pelo item no prazo estabelecido, mas, para gerar fluxo de caixa e cumprir com suas obrigações financeiras, pode querer receber este dinheiro antes do prazo.

Para adiantar o recebimento, ela pode transformar a sua dívida em um título, os Direitos Creditórios. Isso é feito por meio uma securitizadora.

A  companhia securitizadora realiza o pagamento dos recebíveis à loja, transforma a quantia paga à empresa em títulos e os lança no mercado para a venda a investidores externos interessados.

Quando o cliente efetuar enfim o pagamento, o dinheiro vai para o investidor, ao invés da loja. Para que isso seja interessante, a loja abre mão de uma porcentagem do valor, que será o lucro da securitizadora.

A estrutura da securitização com Direitos Creditórios

A securitização por meio dos Direitos Creditórios está se tornando mais comum com o desenvolvimento e integrações de novas tecnologias que ajudam a vincular registros de contas a receber de negócios a plataformas de securitização.

Em geral, a securitização é uma forma mais fácil para uma empresa obter recursos do que outros tipos de financiamento de capital. Isso pode ser especialmente verdadeiro para pequenas empresas que atendem facilmente aos critérios da geração de Direitos Creditórios ou para grandes empresas que podem integrar facilmente soluções de tecnologia.

A securitização normalmente é estruturada como uma venda de ativos. A empresa recebe o capital como um ativo em dinheiro, substituindo o valor das contas a receber no seu balanço patrimonial.

Dependendo dos termos, a securitizadora pode pagar até 90% do valor das faturas pendentes. Com a venda de ativos, ela assume as faturas de contas a receber e a responsabilidade pelas cobranças. Em alguns casos, o financiador também pode fornecer créditos em dinheiro retroativamente se as faturas forem totalmente cobradas.

A maioria das securitizadoras foca em contas a receber de curto prazo. No geral, a compra dos ativos de uma empresa transfere o risco de inadimplência associado às contas a receber para a empresa financiadora.

Na estruturação da venda de ativos, as securitizadoras ganham dinheiro com o principal para valorizar o spread, diferença entre o preço de compra e venda do título.

 

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