Última modificação em 18 de setembro de 2020

O que é demanda efetiva?

Demanda efetiva é um importante conceito econômico criado pelo renomado e conhecido economista John Keynes. Em resumo, trata-se da situação em que a oferta agregada é exatamente equivalente à demanda agregada em um determinado mercado.

De maneira mais simples e objetiva, retirando um pouco o "economês", esse é o cenário onde há uma relação perfeita entre o que um empresário exige receber para ofertar um volume de empregos e oportunidades (oferta agregada) versus o que o esse mesmo empresário espera receber de venda por essa determinada quantidade ofertada (demanda agregada).

Em outras palavras, a abordagem de Keynes difere da visão tradicional de mercado, onde são a oferta e a demanda que definem o comportamento do mercado, e apresenta a ideia de que ele envolve uma decisão da oferta de emprego a ser oferecida de acordo com o volume de vendas projetado. Assim, há um equilíbrio entre os custos a ser oferecida dos colaboradores e as receitas que tendem a ser geradas pelo trabalho executado.


Como funciona a demanda efetiva?

Assim como qualquer variável que seja quantificável, a relação entre oferta agregada e demanda agregada podem gerar curvas que, em algum momento, se cruzam em um gráfico. Esse é o momento que se chama de demanda efetiva: quando há uma relação perfeita entre essas duas variáveis que acabamos de aprender.

Os efeitos desse pensamento apresentado por John Keynes indicam que o mercado não poderia se regular sozinho quando há um desequilíbrio entre o volume de emprego e a demanda necessária. O economista defende então, ao contrário de outros economistas capitalistas, que o mercado precisa ser regulado pelo governo nesse sentido, evitando assim o desnivelamento.

Ainda segundo a teoria da demanda efetiva, o aumento dos níveis de empregabilidade depende diretamente da capacidade de investimento, já que a oferta de empregos está relacionada com a expectativa de vendas por parte dos empresários. Desta forma, a intervenção governamental faz-se necessária — em especial durante períodos de crise econômica.

Ou seja, ao contrário do que defendem os liberais, Keynes pensa que a atuação do Estado é vital para o bom funcionamento econômico, equacionando essa relação entre emprego, empresários e consumo.

Qual é a origem da demanda efetiva?

A teoria da demanda efetiva tem suas raízes na Crise de 1929, um dos períodos mais complexos enfrentados pela economia. Até hoje, as análises apontam para um otimismo exagerado que gerou um excesso de oferta, algo que naturalmente derrubou o preço dos produtos e serviços.

O que chamou atenção foi a velocidade da queda. A Bolsa de Valores estadunidense chegou a despencar mais de 10% em um único dia. Não demorou para a crise atingir a economia real, gerando sérios problemas nos níveis de empregabilidade do país.

Na oportunidade, a teoria clássica sobre o capitalismo não foi suficiente para gerar respostas sobre a situação vivenciada com a relação tradicional entre oferta e demanda. Foi aqui que ganhou destaque outra teoria, a demanda efetiva, com um racional melhor sobre a dificuldade de recuperar a economia em termos de emprego.

Isso aconteceu porque, até então, imaginava-se que bastaria reduzir os salários oferecidos para baixar os níveis de desemprego (relação clássica entre oferta e demanda). No entanto, o que se viu foi justamente o que é defendido por John Keynes: as vagas de emprego dependem também da expectativa de vendas por parte dos empresários.

Apesar da resposta considerada efetiva à época, existem atualmente debates sobre a validade da teoria da demanda efetiva nos tempos atuais. De fato, a relação entre demanda agregada e oferta agregada se comprovou verdadeira; no entanto, a defesa sobre a atuação do governo como intermediário do mercado gera bastante discussão entre os economistas.

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