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Demanda Agregada

O que é demanda agregada

Demanda agregada é uma métrica econômica que se refere ao total da demanda por todos os produtos e serviços dentro de uma economia. Ela é expressa pelo valor total de dinheiro trocado por esses produtos e serviços, em um determinado momento e um nível de preço específico.


Demanda agregada e Produto Interno Bruto (PIB)

 

A demanda agregada em longo prazo tem uma profunda relação com o PIB do país, pois as duas métricas são calculadas da mesma maneira. Ou seja, quando a demanda agregada cresce, o PIB tende a crescer junto.

Porém, é importante notar que eles não são a mesma coisa: o PIB representa o total de produtos e bens produzidos em uma economia; enquanto isso, a demanda agregada representa a procura, o desejo dos consumidores por esses produtos e serviços.

Vale a pena ressaltar ainda que, conforme foi dito, a demanda agregada só se equipara ao PIB em longo prazo, pois é preciso ajustar o nível do preço. Em curto prazo, ela é calculada com o nível do preço no momento e não considera a inflação.

O que entra na demanda agregada

Dizer que a demanda agregada refere-se a todos os produtos e serviços é uma maneira correta, mas bem genérica de expressar o conceito. Colocando de maneira mais detalhada, podemos dizer que ela inclui bens de consumo, bens de produção, exportações, importações e, inclusive, os programas de compras do Governo.

Cálculo da demanda agregada

Para realizar o cálculo da demanda agregada, utiliza-se a seguinte fórmula:

DA = C + I + G + EL

Onde:

*DA é a Demanda Agregada

*C é o gasto dos consumidores em produtos e serviços

*I é o investimento privado e o gasto corporativo com bens de produção, como plantas industriais, maquinário, entre outros

*G é o gasto do Governo voltado a bens públicos e serviços sociais, como infraestrutura, saúde, educação

*EL são as exportações líquidas, isto é, a diferença entre o total de exportações e de importações

Fatores que afetam a demanda agregada

Uma série de fatores econômicos podem fazer com que a demanda agregada apresente tendências de aumento ou queda.

O primeiro fator é a mudança nas taxas de juros. Taxas de juros mais baixas reduzem o custo de empréstimos e financiamentos, os quais são necessários para a compra de itens caros, que não podem ser pagos à vista, como carros e casas. Então, existe um estímulo adicional para o consumo desses itens, o que eleva a demanda agregada.

Por outro lado, taxas de juros mais altas afastam o interesse por essas compras. Essa lógica aplica-se também a empresas, que precisam comprar bens de produção caros e utilizam alternativas de crédito para realizar esses investimentos.

O segundo fator são os salários e, de maneira mais ampla, a renda. Quanto maior a renda das famílias, maior o nível de consumo. Durante períodos de recessão, em que o desemprego aumenta e prevalece um clima de insegurança, as pessoas buscam poupar mais. Consequentemente, a demanda agregada acaba diminuindo.

O terceiro fator são as expectativas em relação à inflação. Quando existe uma expectativa de que a inflação aumente, os consumidores podem preferir comprar agora do que esperar os preços aumentarem. Portanto, pode-se observar a demanda agregada crescer no momento. Inversamente, se existe uma expectativa de que a inflação diminua, os consumidores podem postergas as compras, aguardando os preços baixarem.

O quarto fator são as taxas cambiais. As variações no valor da moeda nacional em relação às moedas de outros países, especialmente o dólar, afeta o preço dos nossos produtos em exportação. Se a variação cambial permitir que os produtos brasileiros sejam vendidos a um preço mais acessível no exterior, a demanda por esses produtos deve aumentar.

 

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