O que é Custo de Captação

Custo de Captação é o custo que uma empresa, uma instituição financeira ou até mesmo uma pessoa tem para captar recursos que serão usados para uma finalidade específica. O custo de captação deve ser levado em consideração para tomar decisões importantes sobre a viabilidade e o interesse econômico de certos projetos.

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Entendendo o Custo de Captação

O conceito do custo de captação é simples, mas nem sempre fica claro como ele é aplicado na prática. Então, vamos utilizar um exemplo prático. 

Suponha que Pedro tem uma microempresa e quer comprar novos equipamentos para trabalhar. Para comprar esses equipamentos, vai precisar de um empréstimo. Considerando o valor do empréstimo, o prazo e a taxa de juros, Pedro sabe que vai gastar R$5 mil com os juros. Os juros são o custo de captação do dinheiro para a compra, porque é o quanto Pedro precisa gastar para conseguir esses recursos. 

Porém, antes de fechar o empréstimo, Pedro precisa considerar o proveito econômico que a compra dos novos equipamentos vai trazer. Em outras palavras, quanto a mais sua microempresa vai faturar graças a essa compra. Se o custo de captação for superior ao proveito, pegar o empréstimo não vale a pena. 

Esse é um exemplo simples. Porém, o custo de captação aplica-se a muitas outras situações.

Por exemplo, imagine que uma grande empresa emite debêntures para captar recursos para a compra de um concorrente. Essa empresa precisa calcular o custo de captação, baseado no rendimento que deverá ser pago aos investidores que comprarem os papéis.

Depois, precisa comparar esse custo com o proveito econômico que terá pela aquisição do concorrente. Se o custo for superior ao proveito, a emissão das debêntures não é uma decisão financeira inteligente.

Custo de Captação dos Bancos

Os bancos, assim como pessoas e empresas, também têm um custo de captação. Porém, no caso dessas instituições, o assunto tem algumas características particulares. Para os bancos, a diferença entre o custo de captação e o proveito econômico tem um nome: spread bancário

O spread é, de forma simplificada, a diferença entre o quanto o banco paga aos investidores para captar seu dinheiro e o quanto ele cobra dos clientes quando concede empréstimos e financiamentos.

Considere que um banco fictício paga aos investidores uma rentabilidade de 5,5% ao mês. Por outro lado, o mesmo banco cobra dos clientes que contratam empréstimos uma taxa de juros de 8,0% ao mês. Nesse caso, o custo de captação é 5,5% e o spread bancário é 2,5%.

Vários fatores podem fazer o custo de captação dos bancos aumentar. Por exemplo, se a confiança dos investidores no mercado está fragilizada, eles vão exigir uma rentabilidade maior para colocar seu dinheiro em qualquer aplicação, já que isso traz um risco. Outra situação em que o custo de captação aumenta é quando o governo realiza mudanças nas políticas econômicas, aumentando a taxa Selic, por exemplo.

Em geral, quando há aumento no custo de captação, o banco repassa por meio de um aumento equivalente nas taxas de juros praticadas e, assim, mantém seu spread inalterado. Porém, conforme a situação, os bancos podem enfrentar um aumento no custo de captação sem mexer nas taxas de juros, encurtando seu spread. Quando isso acontece, dizemos que houve um corte das margens brutas do banco.

Da mesma forma, se há redução no custo de captação, o banco pode deixar as taxas de juros estáveis e ampliar seu spread. Outra alternativa é repassar por meio da redução das taxas de juros e, ainda assim, manter seu spread inalterado. 

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