Última modificação em 9 de outubro de 2020

O que é custo amortizado?

O custo amortizado é a parte acumulada de um custo registrado de um ativo fixo que foi debitado como despesa.

Esse processo pode acontecer por meio de depreciação ou por amortização. No primeiro caso, é usado para reduzir o custo de um ativo tangível proporcionalmente e, no segundo, é usado para reduzir de forma também proporcional o custo de um ativo intangível.

O termo custo amortizado também pode ser aplicado ao valor acumulado do esgotamento de um recurso natural que tenha sido debitado como despesa. Esse custo não tem necessariamente uma relação entre o custo ajustado de um ativo e o seu real valor de mercado. Isso porque esse valor pode ser potencialmente muito maior ou menor, dependendo do caso.


Como é feita a contabilidade do custo amortizado?

Por regra, a contabilidade de custos pressupõe que qualquer instrumento do mercado financeiro adquirido no momento da emissão — e mantido até o vencimento — deve ser precificado diretamente pelo seu custo.

Sendo assim, a contabilização do custo amortizado assume que um instrumento do mercado que foi adquirido após a emissão e, da mesma forma, mantido até o seu vencimento, deve ser precificado pelo seu custo de aquisição somente. 

Qual a diferença entre custo amortizado e amortização?

A amortização é o processo de deduzir algumas parcelas do custo de uma compra relacionada a um negócio de vários anos de receita. O método utilizado por várias empresas para amortizar ativos é o linear. Nele, o responsável divide o valor total da aquisição pela estimativa do número de anos em sua vida útil.

Já o custo amortizado é o custo total de um ativo que uma empresa deduziu até o momento do cálculo.

Ao passo em que o valor da amortização anual aparece no balanço patrimonial  como uma despesa da receita da empresa, o custo amortizado acumulado é descrito como uma dedução abaixo do ativo amortizado.

Existem riscos associados à contabilidade do custo amortizado?

A contabilidade do custo amortizado é uma forma razoável que o mercado encontrou de avaliar o valor justo dos seus bens e, em certos casos, é autorizada pelas normas contábeis ou pode ser utilizada como proxy para o valor justo especificado pelas mesmas normas.

A contabilização, então, pode fornecer uma estimativa bastante precisa do preço de mercado para certos instrumentos no curto prazo — assumindo, assim, que eles terão vencimentos aos pares.

Alguns movimentos repentinos nas taxas de juros, no entanto, podem causar desvios materiais entre o preço de marcação do mercado e o preço calculado com base no método de amortização. O mesmo vale para problemas de crédito.

Além disso, pode ainda criar opacidade para os investidores em relação ao valor patrimonial líquido real dos fundos em questão. Sendo assim, o uso da contabilidade dos custos amortizados precisa estar sujeito a condições estritas de monitoramento.

Qual é o raciocínio por trás do uso do custo amortizado?

Em várias ocasiões, o mercado indicou uma forte preferência pelo valor justo como o seu objetivo geral. Tem havido, porém, muita oposição e os órgãos responsáveis tendem a determinar o atributo de mensuração apropriado para instrumentos específicos — o próprio valor justo, o custo amortizado e outros — em diferentes projetos com base nas circunstâncias e nos fatos de cada um dos casos.

O uso do custo amortizado é, geralmente, favorecido para os instrumentos que uma empresa pretende manter e para realizar seus benefícios por meio de fluxos de caixa contratuais. A contabilidade desse custo reconhece os juros relatados como ganhos primários e enfatiza também o momento da realização das mudanças no valor pela instituição.

O uso desse método na contabilização de investimentos em títulos por fundos mútuos do mercado monetário deve, então, ser justificado em uma base que detalhe entidade por entidade. Por esse motivo, talvez não seja totalmente representativo fazer a avaliação da aplicação desse método com base em dados amplos do setor.

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