O que é o CDS – Credit Default Swap?

O Credit Default Swap é um derivativo de crédito que funciona como um parâmetro da qualidade de um ou mais emissores de títulos ao longo do tempo. Nesse tipo de operação, um agente faz um pagamento à uma contraparte para que ela lhe indenize caso um emissor deixe de honrar um compromisso.

O primeiro CDS de que se tem conhecimento foi criado pelo banco JP Morgan em 1997. Funcionando com um seguro, ele originalmente era usado pelas instituições financeiras para administrar os riscos de crédito, dadas as normas regulatórias impostas.

Hoje, ele é também uma ferramenta útil nas carteiras de investimentos. Isso porque permite que um gestor transfira o risco de um ou mais papéis de renda fixa sem a necessidade de se desfazer dos títulos. Ele simplesmente vende o risco a que está exposto para alguém que queira compra-lo.

Seu funcionamento foi testado nos anos que sucederam a crise de 2008. No ano de 2012, quando a Grécia enfrentou problemas para honrar os seus títulos, um valor aproximado de US$ 2,6 bilhões em contratos de Credit Default Swap foi pago para honrar os compromissos junto aos detentores dos títulos gregos.

A cotação dos CDS também costuma ser usada como uma referência para o Risco País ou, no nosso caso, Risco Brasil. Afinal, quando seus preços aumentam por conta de uma maior procura (logo, maior demanda por proteção), isso indica que o risco de um determinado país também está em alta.


Quais as principais características de um Credit Default Swap?

O mercado de derivativos de crédito é composto por:

Os termos de cada contrato são definidos quando da sua assinatura, sendo que as formas de liquidação mais comuns são:

Para se operacionalizar o Credit Default Swap, o vendedor do risco (detentor do título) efetua o pagamento de uma taxa, em períodos definidos, para que o comprador assuma o que se chama de “evento de crédito”.

A ocorrência que pode gerar uma indenização não se resume apenas ao não pagamento de uma obrigação, mas também outros fatores que podem afetar a precificação e a liquidez do papel:

Quais as vantagens de um Credit Default Swap?

Pela flexibilidade que oferece, o Credit Default Swap se tornou o meio favorito para os agentes financeiros ajustarem as suas carteiras às condições de mercado, aumentando ou diminuindo o risco, dadas as seguintes características:

Como são negociados os Credit Default Swaps?

Usados principalmente por investidores institucionais, como fundos de investimento e seguradoras, eles são negociados no mercado de balcão.

Portanto, possuem pouca regulamentação ou padronização.

Porém, isso não impede que os contratos de títulos mais líquidos troquem ativamente de mãos. Conforme a percepção dos agentes muda, isso se reflete na demanda por proteção, o que influencia diretamente o valor do Credit Default Swap.

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