Última modificação em 3 de setembro de 2020

O que é cota sênior?

A cota sênior é um dos formatos de cotas utilizados nos Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC), uma classe de ativo sem que o capital é investido em recebíveis das empresas.

Pode parecer complexo em um primeiro momento, mas é bem simples. Muitas empresas trabalham com vendas a prazo, oferecendo como formas de pagamento cheques, cartão de crédito ou carnês.

O problema é que, por vezes, o fluxo de caixa precisa ser adiantado. Assim, uma alternativa é transformar esse recebível em título e vender para esse tipo de fundo. Assim, o FIDC permite essa antecipação e fica responsável pelo recebimento dos valores devidos pelo comprador da empresa.

Por envolver crédito do consumidor, o fundo trabalha com dois formatos de cotas, separando os perfis dos investidores do Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios. Uma delas é a própria cota sênior, a outra é a cota subordinada.

Como funciona a cota sênior?

Dentro de um FIDC, uma cota sênior é aquela que dá ao investidor o direito de preferência ao recebimento de valores. Podemos dizer até que é uma versão de "ação preferencial" dentro dessa classe de ativos.

Outra característica importante da cota sênior é que ela oferece ao cotista uma rentabilidade prefixada. Desta forma, acaba reduzindo um pouco o risco para ambas as partes na medida em que esse formato de cota funciona de maneira similar à renda fixa.

Geralmente, a cota sênior é aquela utilizada em maior quantidade dentro dos Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios. A proporção costuma ser de 70%, mas o investidor deve consultar o regulamento do fundo antes de realizar um aporte.

Cota sênior x cota subordinada: qual é a diferença?

O outro tipo de cota de um FIDC é chamado de cota subordinada. Neste caso, o nome se dá pela subordinação em relação à cota sênior. Isto é, como vimos, primeiro é feito o pagamento dos outros cotistas para, posteriormente, dar aos cotistas subordinados o seu recebimento.

De maneira consequencial, esse é um formato de cota que aumenta o risco ao investidor. Isso porque, caso o fundo gere lucros baixos, talvez o cotista subordinado nem receba seus ganhos.

Por outro lado, em períodos de alta rentabilidade do FIDC, esses cotistas recebem valores bem superiores em relação à cota sênior que, como vimos, tem a sua rentabilidade prefixada.

Podemos dizer, portanto, que a cota subordinada acaba assumindo o risco de inadimplência do fundo e confiando no bom desempenho do setor de cobrança do FIDC.

Qual o perfil de investidor da cota sênior?

Por regra, podemos dizer que a cota sênior é um pouco mais recomendada para o perfil de investidor conservador, isto é, aquelas pessoas que tem uma maior aversão ao risco ou receio de ver seu dinheiro desvalorizar.

Isso acontece porque, como a rentabilidade é prefixada, ela sofre menor variação em função de questões como inadimplência  ou outros aspectos que venham a dificultar o recebimento do capital por parte do consumidor.

Já no caso da cota subordinada, ela se destina aos investidores mais moderados ou arrojados na medida em que oferece uma melhor rentabilidade. No entanto, isso ocorre em função do risco já que, como vimos, o fluxo de recebimento está diretamente associado ao desempenho do próprio fundo.

Para o FIDC, é interessante que exista uma maior presença de cota sênior no fundo. Isso porque a rentabilidade é fixa e, neste caso, a quantidade de investidores expostos aos riscos é reduzida.

Ademais, os Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios são, de maneira geral, um investimento de maior risco. Portanto, o investidor deve estar ciente deles antes de realizar um aporte financeiro.

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