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Controle Definido

O que é controle definido?

Controle definido é o nome dado a uma das maneiras de se organizar o quadro acionário de uma empresa, que se caracteriza principalmente pela concentração do controle sobre os rumos da companhia nas mãos de um único acionista principal ou de um grupo delimitado, chamado bloco de controle.

Por vezes, há quem “ditadorize” a imagem do controlador, mas não é bem assim. Esse estilo de configuração é considerado um modo "tradicional", já que é bastante associada, por exemplo, a empresas familiares.

Justamente por isso é a forma mais comum de organização acionária nas companhias brasileiras, de modo que o modelo oposto (chamado de controle pulverizado) ainda está em fase de expansão por aqui.

A principal vantagem da aplicação do controle definido, defendido por aqueles que a utilizam, é a uniformização da estratégia. Isto é, quando há um controlador central, é possível que ele trace e execute as suas estratégias do começo ao fim, colhendo os seus frutos sem a interferência dos interesses de outros acionistas.

Mas como nem tudo são flores, também pode-se apontar aspectos negativos no modelo, como a limitação do acesso a visões e opiniões divergentes a fim de propor projetos inovadores. Afinal de contas, ainda que a estratégia do controlador seja falha, por vezes a empresa a executa (porque é uma decisão do controlador) e falha juntamente com ela.


Como funciona o controle definido?

Mesmo que  seja o modelo mais comum de organização acionária, nem todas as companhias estão cientes das características central do controle definido e nem mesmo dos fatores que determinam o seu sucesso.

Assim como em qualquer negócio, a construção de uma boa equipe gestora, a contratação de profissionais qualificados e o desenvolvimento de processos internos inteligentes ampara o dia a dia da instituição, tornando palpáveis os planos do controlador.

Mas esses são requisitos gerais, não?

No caso do controle definido, entretanto, há uma necessidade específica: a tradução da visão do controlador para o restante dos indivíduos que compõem a empresa.

Quando há uma falha nesse ponto, é como se ocorresse um desligamento entre planejador e executor. Em um time de futebol, seria o equivalente ao técnico desenvolver uma tática e ver os seus jogadores em campo fazendo exatamente o oposto; não por sabotagem, mas por erro de comunicação.

Uma das maiores vantagens do controle definido, como te contamos no tópico anterior, é a capacidade de uniformizar os planos empresariais em torno de objetivos em comum.

Como veremos adiante, o controle pulverizado encontra dificuldade maior nesse tipo de alinhamento, mas os investidores que acreditam que uma empresa é mais organizada ou estratégica, apenas por possuir controle definido, estão enganados.

Embora o controlador não tenha necessariamente que alinhar as suas estratégias com os interesses dos outros acionistas, ele deve sim alinhá-la com a cultura organizacional como um todo. Do contrário, pode enfrentar resistência interna de colaboradores que não enxergam aonde a empresa pretende chegar com tais ações ou não se sente ajustado com esse rumo.

Portanto, o controle definido não é uma monarquia ou ditadura empresarial. Se o controlador não se conecta com os executores de seu plano, todos caminham para o fracasso.

E justamente por isso que grupos independentes, de Conselhos de Administração a Diretorias multifacetadas, são formados: para garantir não só o alinhamento, como a conveniência das decisões tomadas pelo controlador.

Qual é a diferença entre o controle definido e o controle pulverizado?

Tanto o controle definido quanto o controle pulverizado correspondem a estilos do controle acionário, ou seja, possuem como objetivo controlar as ações de uma empresa.

No entanto, eles possuem uma diferença básica: enquanto as empresas adeptas ao controle definido possuem seu capital concentrado na mão de um “líder majoritário” ou um pequeno grupo de pessoas (escolhidos por votos ou, por exemplo, pessoas em empresas familiares), as empresas adeptas ao controle pulverizado atuam com vários “mini líderes” acionários.

Isso significa que não há uma figura central de poder: vários acionistas diferentes possuem um número similar de cotas, insuficiente para que um deles assuma o controle definido. Dessa forma, eles devem chegar a um acordo em cada questão da companhia, definindo um plano de negócios aceitável para todos.

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