Última modificação em 7 de julho de 2020

O que é Contabilidade de Custos?

Contabilidade de custos não é apenas um conceito, mas um ramo das Ciências Contábeis. Basicamente, ela se concentra em fornecer dados acerca dos custos de uma empresa, permitindo que a gestão do negócio tome decisões mais assertivas para otimizar a maneira como seus recursos são gastos.


Histórico da Contabilidade de Custos

A contabilidade de custos tem como marco o período da Revolução Industrial. A partir desse momento, o foco da contabilidade passou da avaliação do estoque para a avaliação dos custos.

É importante notar que, se comparada com os métodos de produção existentes anteriormente, a industrialização traz um grau muito maior de complexidade em relação aos custos. Uma produção industrializada envolve gastos com imóvel, água e energia, aquisição de matéria-prima, pagamento da mão de obra e até depreciação do maquinário.

Portanto, é compreensível que o interesse em entender e controlar melhor os custos tenha aumentado com a Revolução Industrial.

Importância da Contabilidade de Custos

Em termos práticos, a contabilidade de custos informa aos gestores da empresa – bem como aos outros stakeholders, especialmente os investidores – o quanto é preciso gastar para produzir um produto. Compara-se, então, esse gasto com o preço de venda praticado, o qual precisa levar em consideração questões de mercado como o poder de compra dos consumidores e o preço praticado pelos concorrentes.

Assim, é possível confirmar se a produção está gerando uma boa compensação; em outras palavras, gerando o lucro necessário para que o negócio seja viável. É preciso notar que, ao falar em viabilidade, nos referimos a duas coisas: ter recursos suficientes para manter as operações e para remunerar os investidores de acordo com suas expectativas. 

Além disso, a análise fornecida pela contabilidade de custos também aponta caminhos para melhorar os resultados da empresa, caso os lucros não estejam de acordo com o necessário.

Contabilidade de Custos e Custo de Produção do Período

Para fazer a contabilidade de custos, é calculado o Custo de Produção do Período, ou CPP. Ele corresponde ao valor total que uma empresa gasta em sua produção, dentro de certo período. O CPP é composto por três elementos.

O primeiro elemento são os materiais diretos, que inclui todos os gastos com qualquer material agregado de forma direta ao produto final da empresa. A matéria prima e a embalagem são os melhores exemplos. Esse é um elemento que pode ser calculado com mais facilidade.

O segundo elemento é a mão de obra direta, que inclui todos os gastos com recursos humanos empregados diretamente na produção. É o caso dos salários, benefícios e encargos referentes à folha de pagamento dos funcionários.

O terceiro elemento é o custo indireto de fabricação, que inclui todos os gastos que indiretamente interferem na produção. É o caso do aluguel do prédio, contas de água e energia, depreciação do maquinário. Esse é o elemento mais difícil de calcular.

Esse modelo se aplica a qualquer empresa, mesmo àquelas que não trabalham com produtos físicos ou que atuam apenas na prestação de serviços.

Outros cálculos e análises da contabilidade de custos

Descobrir o Custo de Produção do Período é apenas o primeiro passo para a contabilidade de custos. Depois, é dividido pelo número de unidades do produto que foram produzidas naquele mesmo período. Por exemplo, se o CPP de uma empresa de janeiro a março de 2019 foi de R$100.000 e ela produziu 50.000 unidades do produto nesse trimestre, então, o custo da unidade produzida foi de R$2,00.

A partir dessa informação, podemos fazer várias análises. Uma delas é a comparação do custo de produção unitário com o preço médio de venda unitário.

O problema é que, das unidades produzidas, é possível que nem todas tenham sido vendidas. E, das que foram vendidas, possivelmente nem todas foram vendidas pelo mesmo preço.

Então, uma outra análise possível, que traz números mais significativos, consiste em contabilizar todas as unidades vendidas e a receita total de venda. Então, dividir a receita pelas unidades, para encontrar o verdadeiro preço médio de venda unitário.

Usando o mesmo exemplo, imagine que, daquelas 50.000 unidades produzidas entre janeiro e março, a empresa vendeu 45.000.

Desse total, 10.000 foram vendidas por R$2,00. Outras 15.000 foram vendidas por R$3,50. Finalmente, 20.000 foram vendidas por R$4,00. Ou seja, no total, a receita foi de R$152.500. Dividindo a receita pelas unidades vendidas, temos que o preço médio de venda foi de R$3,3889 por unidade.

Agora, podemos comparar o custo de produção por unidade (R$2,00) com o preço médio de venda (R$3,3889) para concluir que a empresa está lucrando R$1,3889 por unidade. A questão, então, é verificar se esse lucro é aceitável.

Descomplicando a Bolsa de Valores

Termo do dia

Ágio

O que é o ágio? Ágio é um termo utilizado no mercado financeiro para designar a diferença entre o valor de mercado de um produto e…

Veja outros termos