O que é confiança do consumidor?

O índice de confiança do consumidor — ICC — mede o quão otimistas ou pessimistas estão os consumidores em relação à sua situação financeira em um período futuro.

De fato, o interesse do consumidor em adquirir produtos e serviços é fundamental para o crescimento da economia. O ICC é baseado na premissa de que se os consumidores estão otimistas, gastarão mais e estimularão a economia, mas se estiverem pessimistas, gastarão menos, o que pode levar o país a recessão

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Entendendo melhor a confiança do consumidor

A confiança do consumidor é um índice que permite analisar a saúde econômica do país. Ele se baseia na percepção dos consumidores sobre as condições atuais de trabalho e na sua expectativa de comprar bens e serviços nos próximos meses. 

O ICC é divulgado com frequência pelos principais veículos de comunicação e compreender o seu significado é fundamental quando se deseja monitorar a situação econômica atual. Além disso, ajuda agentes econômicos diversos a se prepararem para os momentos de inflexão da atividade econômica.

Vale observar que o índice de confiança do consumidor é medido pela Fundação Getúlio Vargas — FGV — e os dados coletados nas três primeiras semanas no mês são divulgados mensalmente.

A pesquisa foi inspirada pelos Estados Unidos, país no qual a análise de dados é feita por um provedor global de informações capaz de analisar com sucesso os hábitos de compra e a expectativas dos consumidores para os próximos meses.

Como funciona a confiança do consumidor?

O índice de confiança do consumidor permite que os investidores analisem se a economia  do país crescerá ou passará por um período de recessão nos próximos meses.

Na entrevista realizada para montar o índice, os consumidores precisam responder sobre a sua expectativa em relação à economia, negócios e renda nos próximos meses. Uma vez que os dados são coletados, o valor relativo a cada questão é comparado com um índice coletado nos anos anteriores. Essa análise dos valores relativos resulta em um “valor” para cada questão.

Também é perguntado se os consumidores pretendem adquirir produtos e serviços nos próximos meses — esse ponto é fundamental uma vez que o consumo é o grande motor da nossa economia.

Caso os consumidores indiquem que desejam continuar demandando produtos e serviços nos próximos meses é possível entender que a economia continuará a crescer - e a moeda, a girar. Se, ao contrário, resultado demonstrar que a população não deseja adquirir produtos ou serviços num futuro próximo, essa análise pode ser entendida como um sinal de que a economia está desacelerando.

Trajetória do índice de confiança do consumidor

Ao analisar a confiança do consumidor divulgado pela FGV é possível verificar que do início de 2012 até julho de 2016 esse índice sofreu uma forte queda, coincidindo com um período de recessão — o que comprova que esse indicador pode, de fato, ser usado para prever a situação financeira do país. 

A crise econômica só atingiu o país com força total no início de 2014. Porém, ao analisar essa confiança do consumidor alguns investidores puderam perceber, antecipadamente, que a economia estava estagnada. No final de 2015, a confiança começa a se recuperar. Assim como esse índice, o PIB começou a exibir sinais de melhora e passou a subir nos anos de 2017 e 2018.

Atualmente, a confiança esboça uma leve queda indicando que a economia do país pode demorar para  retomar a rota de crescimento exibida no início da década de 2010. 

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