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COMEX

COMEX é a abreviação utilizada para definir a atividade de Comércio Exterior, que corresponde a operações entre empresas ou governos de dois, ou mais, países. As operações são de compra ou venda de bens e serviços.

O termo COMEX também faz referência aos profissionais que atuam com Comércio Exterior, junto a empresas e governos, seja no campo diplomático ou corporativo.

Além disso, o governo federal brasileiro possui um sistema central, o Siscomex, para garantir a competitividade do Brasil nas demandas internacionais e otimizar custos nos processos de importação e exportação.

Para que serve o COMEX?

Parte da produção brasileira é vendida a outros países, nas chamadas operações de exportação. Há bens com uma escala produtiva destinada muito mais à exportação do que propriamente ao consumo interno.

Por outro lado, quando empresas, governos e habitantes no Brasil adquirem um bem de outro país, ele está sendo importado. Essas operações de exportação e importação vão servir de cálculo para a balança comercial.

A balança representa quanto o país recebeu em exportações, menos o que foi pago em importações. Assim, quando a balança comercial tem um resultado em que as exportações são maiores do que as importações, temos a balança superavitária.

No caminho inverso, quando se gasta mais com importações do que os ganhos com a receita das exportações, isso indica o déficit da balança.


Qual a importância do COMEX?

O livre comércio entre os países permite que as nações se complementem em termos de produtos ou serviços. É o caso do país que não tem um território fértil para cultivar uma diversidade de produtos agrícolas, ou mesmo porque o clima da região reduz essas possibilidades, e acaba importando de outros locais.

O mesmo para produtos naturais, presentes em regiões específicas do planeta, que podem ser comercializados para outros países. Essa “troca” serve para matéria-prima, produtos manufaturados e semimanufaturados, bens e serviços.

O país incentiva a exportação para receber mais recursos que possam ser investidos para o aprimoramento da economia nacional. Há exoneração de impostos e outros incentivos fiscais por parte do governo para ajudar as empresas a ocuparem seu lugar no mercado internacional.

No entanto, se todos os países só quisessem vender, não haveriam compradores, certo? Por isso, as importações são necessárias para manter o equilíbrio e competitividade entre as exportações.

Neste caso, o volume de importações também causa efeitos na economia interna. Quando há déficit da balança comercial, o cenário pode indicar que seja mais barato importar alguns itens do que comprar da produção nacional. Ou que há demanda interna, mas o mercado não está dando conta ou o preço não é vantajoso.

Esse movimento ainda pode desestimular empresários a investirem na fabricação de bens que são importados, especialmente por conta dos impostos cobrados para a atividade. Por isso, também há incidência de impostos sobre itens importados. Eventualmente, alguns setores podem obter incentivos fiscais para estimular o COMEX.

Qual é a base de dados do COMEX brasileiro?

O governo federal possui a plataforma Comex Stat, de acesso gratuito e que fornece estatísticas sobre o comércio exterior do país. As pesquisas podem ser feitas de forma ampla ou por meio de filtros, como divisão por estados, municípios e categorias econômicas por exemplo.

O Brasil possui o Programa Portal Único do Comércio Exterior (Portal Siscomex), que foi criado em 2014. Ele tem como proposta dar mais eficiência às operações, promvendo mais celeridade aos processos e centralizando a interação entre operadores e governo no comex.

O que é o Comex 4.0?

Para que o COMEX ocorra, não basta apenas a pura operação de compra e venda entre empresas, governos e pessoas de diferentes países. Há processos logísticos, jurídicos, cambiais e aduaneiros envolvidos.

Assim como a indústria 4.0 é abarcada com a oferta de tecnologias que otimizam processos, custos e produtividade das empresas, o COMEX 4.0 também representa a onda de dar mais agilidade às operações. São startups que, por meio da tecnologia, trabalham com elevado processamento de dados, análise de leis e rastreamento de mercadorias, por exemplo.

Carreira de Comex

De acordo com a Associação Brasileira de Consultoria e Assessoria em Comércio Exterior (Abracomex), o profissional de COMEX tem que lidar com necessidades das empresas, o que requer pelo menos mais de um idioma (Inglês) e ter formações complementares ou especializações.

Entre as áreas de atuação estão:

  • Análise de mercado: acompanhar e planejar atividades, analisando cenários e tendências. Os profissionais são o analista de comércio exterior e analista de relações internacionais;
  • Consultoria: voltado a fazer diagnósticos e criar soluções para otimizar processos dentro do COMEX. Esse tipo de atuação requer larga experiência na área;
  • Cotação: o profissional trabalha na cotação de frete internacional e marítimo e negociações, envolvendo conhecimento de Direito, contabilidade, logística e informática;
  • Tributação: tem conhecimento sobre impostos, taxas e tarifas cobradas e negociações em caso de atrasos e multas. É a função do despachante aduaneiro;
  • Gestão: o gerente de COMEX cuida das importações e exportações, mobilizando uma equipe que garanta as operações;
  • Logística: cuida-se de todos os processos para o envio e recebimento de bens. Diversos profissionais atuam nessa área, como agente de carga internacional e gestores de operações portuárias e de logística internacional.
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