Última modificação em 19 de agosto de 2020

O que é Classe de Ativos

Classe de Ativos é o nome que usamos para nos referir a um grupo de ativos, formado por meio da identificação de uma característica comum entre eles.

Na maioria das áreas, agrupamos coisas para entendê-las e lidar com elas de uma maneira mais organizada. Na biologia, por exemplo, os seres vivos são agrupados em reinos, classes, gêneros, espécies. Na gramática, as palavras também são agrupadas conforme sua função. Na geologia, agrupamos as rochas de acordo com sua formação. E, na área financeira, temos as classes de ativos.


Por que entender as classes de ativos é importante

 

Entendendo as classes de ativos, o investidor é capaz de fazer decisões melhores a respeito de como usar seu dinheiro para formar uma carteira que traga bom rendimento, de acordo com seu perfil e seus objetivos pessoais.

Além disso, para o investidor comum, que não é especialista nem profissional do mercado financeiro, trabalhar com classes de ativos é mais simples do que conhecer as particularidades individuais de cada tipo de ativo. Basicamente, em vez de tentar aprender detalhes sobre centenas de ativos diferentes, ele só precisa entender as características gerais de alguns grupos.

Principais classes de ativos

Existem diferentes visões sobre quais são as classes de ativos. Porém, como regra, quanto mais geral, melhor. O importante é que os ativos dentro dessa classe compartilhem suas características mais essenciais. Uma das abordagens possíveis divide os ativos em seis classes.

A primeira classe é da renda fixa. Ela agrupa títulos que pagam, em períodos definidos, uma remuneração certa (prefixada ou pós-fixada) ao investidor.

A segunda classe é das ações. Ela agrupa os títulos de valores mobiliários emitidos por sociedades anônimas que representam participação no capital social da empresa. Em outras palavras, títulos que concedem ao portador o direito a um pedaço de um negócio.

A terceira classe é dos ativos imobiliários. Ela agrupa títulos e bens de natureza imobiliária; ou seja, entram nessa classe tanto uma cota em um FII quanto um apartamento na Barra da Tijuca. Apesar de parecerem bem diferentes, os dois estão vinculados pelas regras bem particulares do mercado de imóveis.

A quarta classe é dos ativos monetários ou, para ser mais claro, moedas. Dólar, Euro, Libra Esterlina, Yene, e o próprio Real (no caso de investidores estrangeiros) são ativos que entram nessa classe.

A quinta classe é das commodities. São ativos concretos, não papéis. Elas podem ser de vários tipos: agrícolas, pecuárias, minerais. O importante é que são produtos de baixo valor agregado, mas essenciais para a indústria. Por isso, esses ativos acabam afetando diretamente o desempenho das empresas em vários mercados (e, consequentemente, podem impactar o preço de uma outra classe de ativos, as ações).

A sexta classe de ativos é dos derivativos. Como o nome indica, ela engloba ativos que derivam de outros e, portanto, seu desempenho está atrelado ao que acontece com o ativo principal. Muitas vezes, eles nem existem, mas são "inventados" para suprir uma necessidade do investidor. Por exemplo, os contratos futuros são um derivativo "inventado" para proteger os investidores contra imprevistos na produção de commodities.

Vale a pena reforçar que essa é apenas uma sugestão de classe de ativos. Diferentes especialistas podem adotar outras divisões. O importante é observar que as classes agrupem ativos que compartilham as mesmas características essenciais.

Classes de ativos e carteira diversificada

Para compôr uma carteira de investimentos realmente diversificada e, assim, alcançar um equilíbrio entre boa rentabilidade e alto risco, é recomendado não comprar apenas vários ativos de uma mesma classe. Em vez disso, o caminho ideal é combinar diferentes classes de ativos.

Naturalmente, a proporção de cada uma das classes de ativos na carteira pode variar. Por exemplo, um investidor com perfil mais conservador provavelmente formará uma carteira em que a classe de renda fixa tem maior participação.

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