Última modificação em 14 de julho de 2020

O que é um ciclo econômico?

Ciclo econômico é o nome dado a uma sucessão de períodos da economia nacional e/ou global, onde cada período é caracterizado por um grau de aceleração ou desaceleração da atividade econômica. 

Usando um exemplo cotidiano, imagine cada estação do ano. Por via de regra, o verão tem temperaturas mais altas, enquanto o inverno é marcado pelo clima ameno e até pela neve em certos lugares. Entre eles, há ainda a primavera e o outono, estações intermediárias que caminham para um desses dois picos (de muito calor ou de muito frio).

O ciclo econômico funciona mais ou menos da mesma forma. Os picos seriam os períodos de maior crescimento ou de maior declínio da economia. Entre eles estão períodos intermediários, em que a atividade econômica começa a crescer ou decair, mesmo que mais timidamente. 

Diferentemente das estações, no entanto, o ciclo econômico não tem data certa para (re)começar. Na prática, isso quer dizer que embora os períodos se sucedam (a desaceleração vem antes da crise, por exemplo), é difícil dizer quando um começa e outro termina. Infelizmente, não há equinócio nem solstício na economia.

Para facilitar, no próximo tópico explicaremos melhor como cada período do ciclo econômico se desenrola. Dessa forma, você será capaz de visualizá-lo mais facilmente, inclusive na demonstração de gráficos. Vamos lá?!

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Quais são os períodos do ciclo econômico?

Ao todo, são 4 os períodos que compõem um ciclo econômico. São eles: expansão, desaceleração, crise econômica e recuperação.

Expansão

A atividade econômica está a todo vapor. Marcado pelo forte crescimento, este período também é usualmente chamado de "boom" e caracterizado pelo aumento do consumo e da produção, assim como da oferta de crédito e da moeda em circulação.

Desaceleração

Como o próprio nome indica, o período de desaceleração ainda conta com um avanço significativo no volume de bens consumidos e produzidos. Contudo, bem menor do que no período de aceleração. 

Lembra que comparamos a desaceleração com o outono? Lembra como no outono, ainda que os dias não sejam tão frios, os ventos gelados do inverno começam a soprar? Pois é, na desaceleração esse vento vem anunciando uma crise. 

Crise econômica

O assunto é tão denso que já temos, inclusive, um artigo completo aqui no Mais Retorno para tratar apenas dele. Para conferir, clique aqui.

Para resumir, as crises são caracterizadas por uma queda violenta na produção e no consumo, que sofre ainda com a oferta reduzida de crédito, o crescimento nos juros e o desemprego. 

É possível que se desenvolvam dois tipos diferentes de crise: ou uma recessão econômica ou uma depressão - como a Grande Depressão de 1929.

Recuperação

A primavera chegou. As árvores, que tiveram as folhas arrancadas no outono e no inverno, passam a produzir flores. A temperatura aumenta. O céu fica menos nublado. Ainda não é um verão "de rachar o coco", como diria sua avó, mas o inverno vai ficando para trás lentamente.

Quando se trata de ciclo econômico, a recuperação é uma espécie de primavera. As empresas, muitas delas arrasadas na crise, voltam a produzir e a crescer. A moeda em circulação aumenta. Os empregos e os investimentos também. Ainda não se chegou ao ápice (período de expansão), mas se caminha para isso.

Daí, quando a expansão chegar, o ciclo se reinicia e passamos por todos os períodos novamente.

Mas quanto tempo se leva para percorrer todo o ciclo mais uma vez? Depende. Existem teóricos, como Nikolai Kondratiev, que estudam ciclos verdadeiramente longos (com duração superior a 40 anos). Já Clément Juglar e Joseph Kitchin, por exemplo, estudam ciclos menores, que levariam de 2 a 11 anos para se completar.

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