O que é Base Monetária

A base monetária é o total de dinheiro que um país tem na sua economia, considerando tanto a moeda que está em circulação quanto as reservas que os bancos comerciais mantém junto ao Banco Central. Em outras palavras, pode ser definida como o "suprimento de dinheiro" que um país tem em determinado momento.

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Base Monetária x Liquidez

Uma característica essencial da Base Monetária é que ela representa a oferta de moeda com mais alta liquidez, ou seja, o papel-moeda em si (cédulas de dinheiro e moedas metálicas) e mais as reservas bancárias (no Banco Central e em posse das instituições financeiras). Isso significa que esse é o "dinheiro" disponível na economia do país que pode ser mais rapidamente resgatado.

Existem outras ofertas de moeda com menor liquidez, que, por outro lado, são mais abrangentes em relação ao que é considerado. O Banco Central do Brasil classifica cada um desses níveis de liquidez de acordo com os chamados "agregados monetários". Veja quais são, em ordem de maior para menor liquidez:

Expansão e contração da base monetária

A base monetária do país pode ser expandida ou contraída pela instituição que a controla (que, de maneira geral, é o banco central). Isso é feito por meio de operações de mercado aberto e políticas monetárias.

Um exemplo de como o Banco Central pode controlar a base monetária é a manipulação do que chamamos de multiplicador bancário, um índice que representa o volume de oferta de moeda que pode ser criado a partir da destinação do dinheiro proveniente de depósitos para a realização de empréstimos.

Ficou confuso? Para entender melhor, vamos explicar esse conceito mais a fundo.

Base monetária e multiplicador bancário

Quando você deposita um dinheiro no banco, ele não fica lá parado até ser resgatado. Na verdade, o banco pega o dinheiro depositado e usa para empréstimos. Assim, ele ganha com os juros do empréstimo realizado a partir do dinheiro que você depositou.

Ao emprestar o dinheiro dos depósitos, os bancos aumentam a oferta de moeda, porque colocam mais dinheiro circulando na economia. Ou seja, a base monetária do país cresce.

Porém, o banco não pode emprestar tudo; ele é obrigado a manter uma porcentagem de cada depósito, como reserva (conhecido como depósito compulsório). É assim que o sistema se mantém estável.

Supondo que o banco emprestasse tudo e, de repente, cada pessoa que tem dinheiro depositado aparecesse para resgatar, o sistema financeiro (e a economia) quebrariam.

Então, o multiplicador bancário define a proporção na qual um depósito se multiplica em oferta de moeda, considerando a reserva obrigatória. A fórmula é simples:

M=1R

Onde:

M é o multiplicador

R é a reserva

Se a reserva for de 10%, ou seja, 0,1, o multiplicador será 10. Isso significa que um depósito de R$ 100,00 pode se expandir a até R$ 1.000,00 em circulação na economia por meio do empréstimo.

Quando o Banco Central aumenta a reserva exigida pelo depósito compulsório, o multiplicador diminui. Isso significa que os depósitos vão gerar menos oferta de moeda. Resultado: contração da base monetária.

Por outro lado, quando o Banco Central reduz a reserva exigida, o multiplicador aumenta. Isso significa que os depósitos vão gerar mais oferta de moeda. Resultado: expansão da base monetária.

Importância da base monetária

Afinal, qual é a importância da base monetária de um país?

Pode parecer estranho, mas, se houver dinheiro demais circulando, a moeda perde seu poder de compra. Afinal, os preços tendem a subir quando há mais dinheiro em circulação, o que provoca sua desvalorização. Esse é o movimento típico da inflação.

A gestão da base monetária ajuda a manter a inflação sob controle. Nesse sentido, as medidas para contrair e expandir a base monetária são essenciais para evitar que ocorra uma inflação (ou deflação) excessiva.

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