Última modificação em 13 de novembro de 2020

O que é Avaliação Relativa?

Há diversas formas de um investidor avaliar uma empresa de capital aberto  para tomar a decisão antes de adquirir uma ação. Uma das formas de fazer isso é recorrer à avaliação relativa.

A avaliação relativa é um método utilizado para analisar os indicadores de uma instituição em relação a outras instituições do mesmo setor, ou de setores parecidos. Tal avaliação tem como objetivo interpretar o valor do ativo de uma empresa x e decidir se esse valor faz sentido em relação ao de uma empresa y.

Assim, esse método serve como uma comparação entre preços de ativos - do mesmo modo como comparamos preços de carros, por exemplo.

Em geral, quando alguém decide comprar um carro, essa ação se dá mediante a comparação entre os preços de modelos parecidos, certo? Desse modo, através de um cálculo de custo e benefício, é possível saber qual veículo faz jus ao orçamento da pessoa.

Com a avaliação relativa acontece da mesma forma: queremos saber se um determinado ativo é mais barato em relação a outros parecidos com ele. Nesse sentido, do mesmo modo como quando vamos comprar um carro, não é apenas o preço que está envolvido na comparação.

Se quando avaliamos um veículo observamos modelos diversos, ao fazer a avaliação relativa de uma empresa avaliamos seus múltiplos!

Como a Avaliação Relativa funciona?

Como dissemos anteriormente, ela é realizada entre empresas que são parecidas ou do mesmo setor. Tal avaliação ocorre por meio dos múltiplos, mais especificamente do P/L- ou preço por lucro.

Esse múltiplo é importante para a avaliação relativa porque nos informa quanto o mercado está disposto a pagar por uma ação em relação ao seu lucro. Veja:

Para descobrir o P/L temos de saber, primeiramente, o preço da ação que é dado pela razão entre o valor de mercado da empresa e a quantidade de ações emitidas por ela. Ou seja, preço da ação = valor de mercado/quantidade de ações.

Depois, precisamos saber qual é o lucro que obtemos por ação, a partir da razão entre o lucro líquido e a quantidade de ações emitidas. Ou seja,  lucro por ação = lucro líquido/quantidade de ações.

Assim, dividindo o preço pelo lucro por ação, obtemos o múltiplo P/L, que pode ser usado na avaliação relativa. Mas como, afinal, fazemos tal avaliação?

A avaliação relativa através do P/L pode ser feita da seguinte forma: se o P/L da empresa for muito mais alto do que o de outras do mesmo setor, então podemos considerar  que sua ação está cara.

Contudo, apenas o P/L não é suficiente para determinar se um ativo de fato está caro. Isso porque vários fatores podem influenciar esse resultado.

Há outros múltiplos, como o EBITDA, que podem ser usados nesse método de avaliação. Ela também pode ser feita observando taxa de crescimento da empresa, razão de distribuição de dividendos e seu risco de mercado

A Avaliação Relativa é arriscada?

Tomar decisões sobre compra e venda de ações baseando-se apenas em um ou dois indicadores é sempre arriscado. Com a avaliação relativa não é diferente.

Um risco de tomar apenas a avaliação relativa como fator de decisão está na limitação desse método, afinal, não se avaliam outros dados da empresa que podem justificar determinado número.

Pode ser que uma ação pareça barata em relação a outras do setor, cujos ativos costumam ser caros e vice-versa. Mas a avaliação relativa não vai permitir ver o motivo de isso estar acontecendo! 

Pode ser que sejam apenas aparências e que você não tome decisões baseadas em fatos concretos, entende? Daí o risco. 

Não que a avaliação relativa deva ser simplesmente ignorada, mas ela deve estar acompanhada de outras avaliações para não ser um tiro no escuro com consequentes prejuízos.

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