O que é uma ação de segunda linha?

Uma ação de segunda linha é o nome dado para um papel emitido por empresas que não são consideradas como as principais do mercado. Normalmente, o nome é atribuído para empresas chamadas como small caps.

Elas embutem naturalmente um maior risco ao investidor, razão pela qual recebem um nome que parece depreciativo em um primeiro momento. No entanto, vale lembrar que as companhias das Bolsas de Valores costumam ser de médio e grande porte. Portanto, até mesmo aquelas empresas de "segunda linha" podem ser ótimos negócios.

Ação de primeira linha x ação de segunda linha

Para explicar as ações de segunda linha, vamos antes falar um pouquinho sobre as chamadas ações de primeira linha, aquele grupo das principais empresas das Bolsas de Valores.

Pense, por exemplo, em empresas como Itaú, Petrobrás, Banco do Brasil, Ambev ou Vale. O que elas possuem em comum? Podemos mencionar um enorme conhecimento público, a categorização como empresas too big to fail (grandes demais para quebrar) e, claro, que elas estão entre as mais negociadas na B3, a Bolsa de Valores do Brasil.

Esse último fato converge também para a aparição dessas empresas no Ibovespa, o índice que contempla as empresas mais negociadas. Desta forma, elas apresentam uma característica importante: a liquidez. A partir disso, ficará mais fácil entender a composição do risco das ações de segunda linha.


Quais as características principais de uma ação de segunda linha?

Ao contrário do que acabamos de mencionar, ações de segunda linha (small caps) representam empresas que não possuem tanta liquidez. Ou seja, o volume de negociação é bem inferior ao que temos nas companhias mais conhecidas. Isso embute, naturalmente, um maior risco na hora de negociar os ativos.

Imagine que você queira vender uma ação do Itaú, por exemplo. Em qualquer momento, sempre há interessados em comprá-las. O mesmo não se pode dizer de empresas menores. Em função disso, o preço das empresas de segunda linha tendem a apresentar maior volatilidade no mercado secundário. Isto é, seus preços oscilam mais.

Ao mesmo tempo, não significa que as empresas sejam ruins. Podemos ter, neste grupo de ações de segunda linha, companhias sólidas, com boa estrutura operacional e forte geração de caixa. Elas apenas não estão no grupo das principais empresas da Bolsa de Valores.

Ação de segunda linha: risco ou rentabilidade?

As ações de segunda linha, como vimos, apresentam maior volatilidade do que os papéis de empresas mais conhecidas. Isso significa, entre outros fatores, um comportamento mais agressivo no mercado de capitais.

Ou seja, em momentos de recessão econômica, elas tendem a sofrer maior desvalorização. Isso porque, ao contrário do grupo de primeira linha, o mercado tem maior desconfiança sobre esses negócios, acreditando até em um risco real de quebra (algo que levaria a um forte prejuízo).

Por outro lado, quando há otimismo no mercado, elas também tendem a valorizar mais do que as ações mais tradicionais. Novamente há um motivo para esse comportamento: a crença de que elas possuem maior potencial para crescer do que negócios já consolidados.

Vale a pena investir em ação de segunda linha?

Devemos lembrar que uma ação de segunda linha pode envolver diversos tipos de empresas. Sendo assim, existem excelentes oportunidades para grande valorização (quem não se lembra do caso Magazine Luiza?), como também negócios em situação delicada.

O importante para qualquer investidor é entender o tipo de companhia, as suas vantagens competitivas e seus riscos antes de realizar qualquer investimento. Essa é, afinal, a melhor forma de equilibrar risco e retorno.

Lembrando ainda que uma carteira de ações deve obedecer ao seu perfil de investidor e que não há obrigatoriedade de trabalhar apenas com ação de segunda linha. Você pode mesclar diferentes níveis de risco e, desta forma, montar um portfólio diversificado.

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