Fundos de Investimentos

A diversificação dos investimentos é um dos mantras mais repetidos do Mercado Financeiro, inclusive por nós aqui nos conteúdos da Mais Retorno. Você certamente já ouviu o clichê de não colocar "todos os ovos na mesma cesta", algo que defendemos também.

Ao mesmo tempo, existem inúmeras oportunidades de investimentos, incluindo alguns fora do nosso país. É o caso de alguns ETFs (Exchange Traded Fund), que são uma espécie de fundo de investimento com gestão passiva. O intuito é acompanhar algum indexador.

Para quem deseja investir internacionalmente, existem dois ETFs que se destacam no Mercado Financeiro: IVVB11 e SPXI11. Hoje, vamos responder para você qual deles é o melhor ETF de S&P500, o principal índice de ações dos Estados Unidos.

Por que vale a pena investir em ativos internacionais?

Antes de entrarmos no tema do artigo em si, vale a pena reforçarmos a importância da diversificação, algo que não se restringe apenas às classes de ativos. É importante também, de alguma forma, buscar a internacionalização do seu capital. Isso porque, embora o mundo esteja extremamente globalizado, cada região econômica tem a sua realidade.

Em 2020, por exemplo, tivemos um ótimo exemplo disso. Nós vivemos, em função de uma pandemia, um cenário de isolamento que gerou uma crise financeira. E isso se refletiu em todo o planeta.

O que os investidores fazem em momentos como esse? Correm para aquilo que julgam como mais seguro — geralmente, o ouro (um ativo valorizado quase que de maneira atemporal) e o dólar (o câmbio da principal economia global).

Não por acaso, esses dois ativos se valorizaram fortemente ao longo do ápice da crise econômica. E, se você tem uma parte do seu patrimônio atrelado a eles, consegue se proteger desses momentos de maior volatilidade.

Além disso, por aqui ainda temos o famoso Risco Brasil — fator que envolve os riscos de investir no nosso país, um cenário de alta instabilidade econômica e, principalmente, política. Assim, torna-se quase obrigatório buscar a diversificação internacional como proteção estratégica.

IVVB11 ou SPXI11: qual é o melhor ETF de S&P500?

A grande dificuldade do investidor que busca por ativos internacionais é o custo. Muitos deles não são acessíveis por corretoras nacionais, algo que obrigaria a buscar por corretoras internacionais — e lidar com o custo da conversão de real para dólar, além da grande diferença de valor atualmente.

A boa notícia é que já existem alternativas para buscar a exposição ao dólar e aos mercado de ações dos Estados Unidos sem precisar sequer usar a moeda norte-americana. A forma de fazer isso é por meio dos ETFs IVVB11 e SPXI11.

Vamos conhecer um pouco mais sobre cada um deles e, posteriormente, ver qual é a melhor opção para você investir.

IVVB11

O IVVB11 é, provavelmente, o mais popular e conhecido ETF para expor seu capital ao mercado de capitais americano. Vale lembrar que o foco desse ativo é replicar o comportamento do S&P500 que é o índice das 500 principais ações dos Estados Unidos, conforme adiantamos anteriormente.

A gestão do IVVB11 é realizada pela Black Rock, simplesmente a principal gestora de ativos do mundo, e cobra como taxa de administração pelos serviços prestados uma taxa de 0,24% ao ano.

O que esse ETF faz é comprar cotas do IVV, ativo listado nos Estados Unidos e que oferece empresas da mais alta linha de qualidade global como Apple, Amazon, Facebook, Coca-Cola, Microsoft ou Alphabet (Google), por exemplo.

E a melhor parte é que você pode comprar o IVVB11 em reais. Isso não significa que o seu capital esteja livre da influência do câmbio nos investimentos (justamente um dos motivos pelos quais buscamos ativos internacionais), mas ao menos não há necessidade de conversão de moeda para esse objetivo.

SPXI11

Já o SPXI11 pode ser considerado como o grande concorrente do IVVB11 para o investidor brasileiro. Ele foi listado pela primeira vez em 2015, praticamente um ano após o ETF que acabamos de conhecer.

Neste caso, a gestão fica por conta do Itaú Unibanco, um dos principais bancos brasileiros. Originalmente, a taxa de administração cobrada era de 0,27%. No período recente, porém, ela baixou para 0,21% visando dar maior competitividade ao ETF.

Além disso, há outra diferença sensível. Embora ambos os ativos tenham por objetivo replicar o S&P 500, as estratégias são diferentes. Ao invés de investir no ETF IVV, o SPXI11 aloca o capital dos seus cotistas em outro ETF americano, o VOO Vanguard S&P 500. Vale observar, porém, que até pouco tempo atrás os investimentos eram majoritariamente no SPY.

Afinal, onde é melhor investir: IVVB11 ou SPXI11?

Antes de tudo, uma dica muito importante para que você possa entender ainda mais sobre fundos, como analisar e identificar as melhores opções para a sua carteira, é o nosso curso exclusivo chamado como investir nos melhores fundos. Não perde tempo e vem conferir!

Agora que você já conhece os dois ativos em foco deste artigo, podemos focar no que realmente tira o sono de muitos investidores: qual deles é melhor para investir?

Em alguns pontos, temos vantagens e desvantagens idênticas, aplicáveis a ambos os ativos. Por exemplo, uma vez que são ETFs, tanto IVVB11, como SPXI11, permitem que você invista com baixo custo e obtenha uma excelente diversificação — uma vez que diversas empresas marcam presença na sua carteira.

Há também uma desvantagem comum: a falta de controle das empresas que farão a composição do seu portfólio. O ativo, afinal, apenas replica carteiras, sem fazer uma seleção das melhores oportunidades. Isso significa que o seu investimento pode desempenhar abaixo de um fundo de ações com gestão ativa, onde há uma análise qualitativa sobre as empresas (embora, no mercado americano, isso seja mais desafiador).

Esses pontos, no entanto, não ajudam muito a escolher um ETF para replicar o S&P 500, certo? Vamos então olhar para os três pontos que, de fato, os diferenciam: estratégia, liquidez e taxa de administração.

Como vimos, ambos os ETFs tentam replicar o S&P 500, contudo, utilizam de abordagens distintas. Isso significa que as empresas serão mais ou menos as mesmas, mas a participação (isto é, o peso na carteira) pode ser diferente para cada uma delas.

Ainda assim, por uma alta correlação entre a seleção dos ativos, a tendência é de que a rentabilidade também seja próxima. Desta forma, juntando tudo que vimos até aqui, a decisão final fica por conta dos outros fatores.

Em termos de liquidez, temos uma vantagem para o IVVB11. Veja um exemplo disso na imagem abaixo, retirada do Home Broker da XP Investimentos. Observe como o volume de negociação, assim como a quantidade, é significativamente maior — embora o SPXI11 apresente números razoáveis também.

Já olhando para a rentabilidade, por muito tempo o IVVB11 levou vantagem. A sua taxa de administração, afinal, era 0,03% menor em relação ao SPXI11. A pequena diferença seria suficiente para gerar melhores resultados no longo prazo. Hoje, no entanto, esse benefício se inverteu, com o SPXI11 oferecendo uma taxa menor.

Portanto, considerando que as estratégias, vantagens e desvantagens são muito similares, a decisão final fica justamente pelos custos e pela liquidez dos ETFs. Desta forma, avalie o quanto a facilidade de negociar o ativo é importante para você. Se for uma prioridade, opte pelo IVVB11. Caso contrário, fique atento para as taxas cobradas que, neste momento, tornam o SPXI11 mais atrativo.

Formado em Administração pela PUC-SP. Trabalhou em empresas do segmento financeiro (Itaú BBA) e varejo (BRMALLS) até 2016, quando iniciou a jornada de produção de conteúdo para a internet com foco em finanças.


Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Fundos de Investimentos
Fundos de Investimentos
Economia
Fundos de Investimentos
Veja mais