Existem três grandes grupos de investimentos: renda fixa, renda variável e fundos. Há quem diga que os fundos de investimento são renda variável, mas, no geral, são um grupo à parte por serem bem diferentes das outras duas opções.

Se você não sabe o que é esse tipo de aplicação, vamos te explicar rapidamente. Um fundo de investimento é um condomínio de recursos, ou seja, ele não é um produto e sim um serviço. O fundo (que possui um CNPJ próprio) reúne o dinheiro dos investidores (cotistas) para buscar uma rentabilidade.

O gestor do fundo (responsável pelas aplicações) seleciona quais investimentos são bons para aquelas pessoas e investe. “Mas meu dinheiro vai para onde?”. Depende! E é aí que está o ponto principal do post de hoje!

Existem diferentes tipos de fundo no mercado e cada um deles possui a sua política de gestão. Ao decidir investir nessa modalidade, você precisa escolher qual tipo de fundo é uma boa oportunidade para o seu dinheiro.

Quer saber como escolher? Separamos alguns fatores importantes que você precisa analisar e, logo abaixo, vamos te apresentar quais fundos existem e para quem eles são indicados. Depois de ler, vai ficar fácil tomar a sua decisão 😉

Tipos de Fundo

  1. Fundos de renda fixa

No fundo de renda fixa, o dinheiro do cotista só vai para só ativos de renda fixa, seja ela pública (Tesouro Direto) ou privada (CDB, LCI, LCA, LC, entre outros). O trabalho do gestor do fundo é distribuir aquele dinheiro em diferentes produtos para atingir uma boa rentabilidade. Normalmente, o valor mínimo de investimento é baixo.

Para quem é indicado: boa oportunidade para quem não tem tanta experiência no mercado e não gosta de correr riscos. Interessante para aqueles que não têm tempo de gerenciar diversos títulos, mas que gostariam de diversificar o portfólio. Cuidado para taxas de administração muito altas!

  1. Fundos de ações

O gestor de um fundo de ações vai alocar o dinheiro dos cotistas em diferentes ações da bolsa de valores. Ao invés de investir diretamente em alguma ação, o investidor prefere designar essa tarefa ao fundo que fará as escolhas de acordo com o desempenho de cada empresa listada na bolsa.

Para quem é indicado: é uma opção para quem aceita correr mais risco para ter uma rentabilidade melhor. Bacana para quem quer entrar no mundo da renda variável, mas ainda não tem muita confiança de investir “sozinho” nas empresas.

  1. Fundos multimercados

O fundo multimercado é muito diferente do que a maioria dos fundos. Ao invés de ele investir em algum tipo de ativo específico (moedas estrangeiras, ações, renda fixa e etc), ele tem a capacidade de investir em praticamente todos os tipos de investimento.

Isso significa que, ao investir em um fundo multimercado, o seu dinheiro será alocado em diferentes aplicações. Uma parte pode ir para renda fixa, outra para ações, outra para investimentos no exterior e assim por diante.

Entre os fundos, ele é o mais comum. Isso acontece porque a maioria dos investidores gosta muito de diversificar o seu portfólio e, em um fundo multimercado, isso é feito “naturalmente”. Por poder colocar o dinheiro em diversos ativos, esse tipo de fundo costuma ser bem rentável.

Para quem é indicado: é uma boa opção para investidores com um pouco mais de experiência no mercado. Indicado para quem procura diversificar a carteira de investimentos aceitando correr mais riscos para ter maior rentabilidade. Cuidado para fundos multimercado que possam ter alavancagem e investir mais do que o patrimônio do próprio fundo.

  1. Fundos imobiliários

Nos fundos imobiliários, o dinheiro do cotista vai diretamente para imóveis. Alguns fundos também investem em títulos como CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e LCI (Letra de Crédito Imobiliário), mas, no geral, o dinheiro vai para os imóveis (casa, apartamento, shopping center, sala comercial, agência bancária, entre outros).

É uma forma muito interessante de investir em um imóvel sem precisar comprá-lo. É possível comprar pequenas cotas do fundo imobiliário (a partir de R$ 100,00) o que significa uma pequena parte de um imóvel. Nesse caso, o rendimento vem da locação e/ou venda desses imóveis.

Para quem é indicado: assim como no multimercado, é uma boa opção para investidores com um pouco mais de experiência e que aceitam correr um risco maior para ter uma maior rentabilidade. Não é indicado como “único” investimento e sim como mais uma opção em seu portfólio.

Outros fundos

Nós te apresentamos quatro tipos de fundo e suas características. No entanto, existem mais opções disponíveis no mercado. Elas não são tão comuns, mas vale a pena conhecer! Alguns exemplos abaixo:

  • Fundos cambiais: seu dinheiro estará alocado em ativos atrelados a moedas estrangeiras. O lucro do fundo vem da variação do valor da moeda. São indicados para investidores experientes e que aceitem correr riscos.
  • Fundos de índice (ETF): o dinheiro vai para ações da bolsa de valores, mas a rentabilidade está sempre atrelada a um índice (Ibovespa, por exemplo). São indicados para investidores mais experientes que desejam unir a rentabilidade das ações com a organização de um fundo.
  • Fundos DI: são fundos muito similares aos fundos de renda fixa. 95% do dinheiro vai para títulos atrelados ao CDI ou à SELIC. São indicados para investidores com pouca experiência e que desejam correr pouco risco.
  • Fundos de inflação: o objetivo desse fundo é apenas superar o índice de inflação. A maior parte do dinheiro vai para títulos públicos do Tesouro Direto que são atrelados ao IPCA. Normalmente, a rentabilidade é baixa e são indicados para investimentos a longo prazo de investidores que só desejam ficar acima da inflação.

Fatores para analisar

Além dos tipos de fundo, é necessário ficar atento a outros fatores antes de sair investindo o seu dinheiro.

  • Perfil-investidor e objetivo financeiro: o seu perfil está de acordo com as características do fundo? Ele é uma boa opção para você atingir os seus objetivos? Todo fundo possui um Suitability, ou seja, para quem “serve” aquele investimento. Veja se a política do fundo está de acordo com o seu perfil-investidor e com os seus objetivos financeiros.
  • Taxas: a taxa de administração do fundo é justa e cabe no seu bolso? Alguns fundos cobram taxas altíssimas para investir em aplicações simples, então vale a pena ver se os valores cobrados não estão sendo abusivos. Também analise se há taxa de performance ou de carregamento.
  • Gestor do fundo: o gestor do fundo possui um bom histórico? É sempre interessante pesquisar quem é o gestor do fundo que você vai investir. Afinal, é ele quem vai gerenciar o seu dinheiro! Entenda como aquela pessoa se comportou no passado para ver se ela possui os mesmos interesses que você.
  • Histórico de rentabilidade: o fundo está rendendo bem? O rendimento não é o ponto principal, mas também é muito importante. É claro que rentabilidade passada não garante um bom resultado no futuro, mas é essencial analisar quanto aquele fundo rendeu nos últimos anos e, principalmente, durante as crises.

Para ver os fundos de investimento disponíveis no dia de hoje, é só clicar aqui =)

 

Gostou de entender sobre os tipos de fundo de investimento? Vai investir em algum deles? Se tiver alguma dúvida ou comentário, deixe aqui embaixo 😉


Débora Duarte

Débora é produtora de conteúdo no Yubb e formada em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Bernardo Pascowitch

Bernardo é fundador e CEO do Yubb, buscador de investimentos totalmente gratuito para qualquer pessoa encontrar opções para aplicar melhor seu dinheiro. Bernardo é formado em direito pela Universidade de São Paulo (USP).

 

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Importante: As opiniões contidas nesse artigo são do autor do texto e não necessariamente refletem a opinião do Mais Retorno.