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6 erros financeiros que você deve evitar nos seus investimentos

Por:
04/02/2019
6 erros financeiros que você deve evitar nos seus investimentos
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Um dia escutei algo que achei muito verdade: “sábio é aquele que consegue aprender com os erros alheios”.

Erros fazem parte da vida, mas se conseguirmos limitá-los, teremos um sucesso muito maior.

Pensando nos erros comuns que investidores inexperientes cometem resolvemos desenvolver o texto de hoje.

Afinal, seguindo a filosofia da minha primeira frase, ideal é aprender com o erro dos outros. Por isso, conheça eles hoje para evita-los amanhã.

Continue lendo, para saber mais sobre os 6 erros mais comuns que devem ser evitados:

Escolher ativos específicos e não diversificar

Escolher ativos e não diversificar

Já citamos em diversos textos a importância da diversificação. Porém, esse ainda continua sendo um erro comum que investidores não atentos ou com ânsia de ganhar muito com apenas um ativo cometem.

A diversificação é um importante aliado para eliminar riscos específicos.

Montando uma carteira de investimentos e não investindo em apenas um ativo, você diminui o risco diversificável, aquele que afetará especificamente algum mercado ou determinado ativo.

Mas lembre-se, a diversificação deve ser feita de forma inteligente e não apenas adicionando ativos quaisquer. É importante formar a carteira com ativos que possuem correlação contrária, assim quando um evento ocorrer com algum deles, o outro tende a se valorizar.

Então sempre diversifique com ativos que não irão ter a mesma performance.

Confundir desempenho histórico com expectativa futura.

Confundir desempenho histórico com expectativa futura

Outro erro comum é que investidores, muitas vezes utilizando recomendações de analistas, pegam o desempenho histórico de um ativo e acham que ele irá repetir tal retorno no futuro.

É claro que o histórico do ativo é relevante, entretanto, é preciso ser analisado o cenário como um todo para projetar futuros ganhos.

Muito provavelmente a média histórica irá utilizar um período muito grande de tempo como, por exemplo, 10 anos. Mesmo que o desempenho tenha sido muito bom nesse período, imagine o quanto de coisa o ativo passou nesse tempo.

E também existe uma grande chance de você, provavelmente, não ficar tanto tempo assim com o ativo.

Além disso, existe aquela coisa de “realização de lucros”.

Um ativo que já teve um rally grande no período recente pode passar por um ajuste, com o mercado avaliando que o desempenho já foi muito bom e é hora de “colocar esse retorno no bolso”.

Assim, o ideal é fazer uma análise apurada do que pode acontecer com a ação, utilizando tanto a ferramenta gráfica, quanto a fundamentalista, além de perspectivas econômicas para o país como um todo e o setor que a ação se insere.

Investir sem planejamento

Investir sem planejamento

Muitas pessoas passam horas planejando baladas, viagens, a próxima compra, mas investem de forma afobada, sem critério algum.

Muito provavelmente investidores que planejam seus investimentos e possuem regras terão melhores retornos do que aqueles que não fazem esse planejamento.

Por exemplo, para investidores que desejam ganhos de curto prazo, é preciso ficar ligado em muitas coisas. É preciso saber como está o cenário político e o que está acontecendo que pode mudar o panorama. O cenário externo também exerce grande pressão aqui, então monitorá-lo também é importante.

Enfim, quando você for iniciar suas aplicações pense se você quer ser um investidor de alta frequência e em como irá monitorar seus ativos. Tenha em mente o quanto deseja de retorno e o quanto está disposto a perder (os chamados stop loss e stop gains).

Além disso, procure sempre se manter atualizado sobre educação financeira. Esse é nosso papel no Mais Retorno e temos textos e vídeos abordando assuntos diversos.

Você pode ter alguma ideia de investimento conhecendo ativos, formas de investir e estratégias novas.

Não levar em conta seu perfil ao investir

Não levar em conta seu perfil ao investir

Esse talvez seja o erro mais grave que qualquer pessoa pode incorrer.

Quando não se conhece a você mesmo, muito provavelmente você irá ter investimentos que não combinam com seus objetivos e perfil de risco.

Além de provavelmente não ter os resultados esperados, você terá muita dor de cabeça ao realizar aplicações incompatíveis com o que deseja.

Imagine, por exemplo, que seu objetivo é poupar e comprar um carro daqui a um ano. Você não precisa correr riscos desnecessários e o ideal seria ter aplicações em renda fixa.

Se começar a aplicar em renda variável, pode ser que dê certo, mas a volatilidade que irá passar será muito mais alta do que o que você desejaria.

Por outro lado, um investidor que busque ganhos elevados e aumentar seu patrimônio, não deve investir em renda fixa com prazos longos. Além de não ter esse rendimento substancial, o investidor ficará preso em um título de prazo muito longo.

Assim, procure sempre investir em ativos que sejam compatíveis com o seu perfil e objetivos pessoais.

Não se atentar a baixa liquidez

Não se atentar a baixa liquidez

Uma coisa que não é muito comum que investidores se atentem é o risco de liquidez. Talvez por não ser algo muito fácil de ver, investidores esquecem que esse é também um risco tão relevante quanto o risco de crédito.

A falta de liquidez em algum mercado distorce o preço dos ativos.

Vendedores terão que se desfazer por um preço mais baixo do que realmente vale e compradores adquirirão o ativo por um preço mais caro.

Dessa forma, indiretamente, você terá prejuízos por não conseguir encontrar o preço adequado para operação que fará.

Então, fique ligado também em ativos que, mesmo com ótima performance, não tenham a liquidez adequada para conseguir realizar as operações adequadas para sua estratégia de investimentos.

Excesso de conservadorismo

Excesso de conservadorismo

Esse é um erro típico de investidores brasileiros.

Passamos anos tendo taxas de juros reais (lembre-se que é o rendimento real que importa). Isso fez com que fosse relativamente fácil conseguir um rendimento satisfatório.

Claro, com um juro muito alto, as pessoas tendiam a ir direto para renda fixa em detrimento de aplicações em ações. Ou seja, o investidor tomava pouco risco no Brasil.

Mas você deve pensar que isso é racional, afinal para que tomar risco se é possível ficar tranquilo com o CDI?

E lembre-se, quebramos esse mito aqui de que CDI compensa mais que renda variável.

Na verdade, o mercado ainda mantém a relação risco x retorno. Quanto mais arriscado um investimento, maior tende ser seu retorno.

E isso tende a ser ainda mais verdade agora que estamos num ambiente de taxas de juros na mínima histórica.

Portanto, tomar risco é uma coisa necessária para angariar retornos mais elevados. Mas lembre-se sempre da primeira dica, de montar uma carteira diversificada e não investir isoladamente em um único ativo.

Conclusão

Listamos aqui alguns dos erros que julgamos que investidores deveriam evitar. O objetivo é te deixar ciente da existência deles e te atentar para evitá-los.

Tome seu processo de aplicação com seriedade, afinal está lidando com o seu dinheiro, mas aprecie isso e tenha prazer em investir.

Tudo ficará mais leve e você terá uma cabeça melhor para tomar decisões.

Mas se ficou alguma dúvida ou quer listar algum outro erro que não esteja aqui, comente abaixo!

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Sobre o autor

  • Vinicius Alves
  • Economista, atuou no departamento econômico de empresas de sell side no mercado financeiro. Já foi Top-5 de projeção de inflação de curto prazo do BC.

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