Economia

Emergentes devem aproveitar crise para atrair investimentos, diz Banco Mundial

Cenário de crise favorece investimentos em novos negócios

Data de publicação:13/10/2022 às 04:46 - Atualizado 2 anos atrás
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O presidente do Banco Mundial, David R. Malpass, afirmou que os países emergentes e em desenvolvimento devem aproveitar o cenário de crise para criarem estruturas e novos negócios para atrair investimentos para a produção. De acordo com ele, enquanto os juros estavam baixos pelo mundo, a região atraia recursos, mas não iam para a formação bruta de capital e sim para títulos soberanos, cujo risco é menor.

Para o Banco Mundial países em desenvolviment não criaram infraesterutura para novos negócios - Foto: Divulgação

"Os países em desenvolvimento não criaram a infraestrutura e os novos negócios que são necessários para aumentar a produção", avaliou Malpass, em coletiva de imprensa, nesta quinta-feira, 13.

Segundo ele, os países do mundo em desenvolvimento, em particular a África, precisam olhar o desafio da crise atual para melhorar suas políticas para que possam produzir mais. "Acho que para chegar lá teria que ter mais formação bruta de capital fixo. Isso significa que os investimentos físicos reais e investimentos educacionais dentro dos países tem de ser priorizados para ter crescimento futuro", alertou.

Malpass mencionou ainda o peso do endividamento de países emergentes em um cenário de taxas de juros maiores. "As taxas de juros estão em alta, o peso da dívida está mais alto, e as moedas estão enfraquecendo para alguns países e o mundo não tem uma técnica agora para fornecer o alívio da dívida, mesmo quando a dívida é insustentável", avaliou.

O presidente do Banco Mundial reforçou ainda que o ambiente global é "muito desafiador", principalmente, para os países em desenvolvimento. Recentemente, o organismo revisou sua projeção de crescimento da economia mundial em 2023, de uma alta de 3% para 1,9%. "Isso é perigosamente perto de uma recessão", alertou.

Segundo ele, alguns países já elevaram bem suas taxas de juros e chegando a um ponto que não precisarão mais continuar apertando o cinto financeiro de suas economias. "As políticas fiscais são diferentes e muito importantes. Defendemos que os países tenham respostas direcionadas", disse Malpass. /Agência Estado

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