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Taxa DI

O que é a taxa DI?

É chamada de taxa DI (ou taxa CDI) a taxa de juros usados nos Certificados de Depósitos Interbancários. Esses certificados nada mais são do que títulos emitidos pelas instituições financeiras nos empréstimos realizados entre si.

Segundo o exemplo do Federal Funds Rate, que surge a partir de uma necessidade legal dos bancos estadunidenses de possuir uma reserva de capital positiva entre os seus depósitos e saques (de modo a proteger o sistema bancário e a economia como um todo), a taxa DI acompanha a obrigação diária de reservas bancárias.

O valor exato da reserva é instituído pelo Banco Central, após as reuniões do Comitê de Política Monetária (o COPOM). Sob a alcunha de depósito compulsório [/link], essa reserva atua como uma ferramenta do BACEN para influenciar na quantidade de moeda disponível no mercado econômico, juntamente com a taxa de redesconto (que é a taxa cobrada pelo BACEN nos empréstimos que ele concede aos bancos) e a taxa Selic (a taxa básica de juros da economia).

Essa última, inclusive, é uma importante referência para a taxa DI, que a acompanha. Em geral, a taxa DI é inferior ao valor cobrado à taxa Selic, ainda que de forma leve e ainda acompanhando o seu movimento de tendência.


Como a taxa DI funciona?

Anote isso (mesmo que mentalmente): todos os dias os bancos trocam dinheiro entre si. Esse é o conhecimento central para entender o funcionamento e importância da taxa DI.

Quando esses bancos transacionam, eles emitem títulos de crédito [/link] (os CDIs), que permitem ao credor reaver o valor emprestado após um período, com o acréscimo de juros.

Mas que juros são esses? É a essa pergunta que a taxa DI visa responder.

Veja bem: os empréstimos não são feitos sempre a uma tarifa única - cada uma das partes tem autonomia para definir o seu próprio percentual. A taxa DI é, portanto, o valor médio da taxa naquele dia, considerando todos os títulos emitidos e negociados.

Para acompanhar a taxa de hoje, por exemplo, é possível acessar o site da B3, onde ela é atualizada continuamente.

Como a taxa DI afeta os investidores?

Ainda que os CDIs não estejam disponíveis como opção de aplicação para pessoas físicas, existe uma série de produtos bancários que se baseia no seu desempenho para definir pontos como juros devidos e retorno esperado do investimento.

Entre esses produtos, os mais impactados são obviamente os títulos de emissão bancária: Certificados de Depósito Bancário (CDBs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs).

Isso porque é comum verificar descrições indicando que o mesmo remunera “90%, 100%, 120% (e por aí vai…) do CDI”. O que acontece nesse caso é que se é tirada uma média acumulada (em geral, anual) da taxa DI, que como vimos é uma taxa diária.

Assim, se a média é de 6,00% ao ano e o investimento remunera 100% do CDI, ele estará rendendo, na verdade, 6,00% ao ano.

Do mesmo modo, títulos que remuneram 90% e 120% do CDI, multiplicam o capital aplicado a um ritmo de 5,40% a.a. e 7,20% a.a., respectivamente.

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