Última modificação em 27 de outubro de 2020

O que é o take over?

O take over é um termo em inglês utilizado para descrever, de forma geral, qualquer ação de tomada de controle.

Nada mais apropriado quando o assunto é nomear a aquisição de uma empresa por outra, através da compra de suas ações na Bolsa de Valores, correto?

Pois é exatamente esse o significado do take over no mundo dos negócios!

Como o take over funciona?

Pensando de maneira simplista, basta que uma empresa se interesse pela aquisição parcial (mas majoritária) ou integral das ações de outra para que o take over se desenvolva.

No entanto, tudo depende do acordo realizado entre as partes, que podemos chamar de adquirente (comprador) e adquirida (alvo).

Se o take over ocorrer de forma amigável, o conselho da organização adquirida aprova o procedimento, enquanto a adquirente se compromete a assumir as suas operações, ações e eventuais dívidas existentes.

Em seguida, é realizada a Oferta Pública de Aquisição (OPA), onde a empresa compradora sinaliza ao mercado que pretende comprar um grande volume de ações do alvo, em dia fixo e pagando determinado valor.

No geral, o valor pago por ação em um take over costuma ser maior do que o negociado no mercado.

O objetivo, com isto, é dificultar a recusa da proposta pela empresa adquirida e agilizar o seu desfecho.

Ainda assim, nem sempre é fácil realizar um take over.

Isso porque o conselho administrativo da parte adquirida pode não ter qualquer intenção de realizar a venda.

Entre os motivos predominantes para a rejeição das ofertas estão as divergências de cunho estratégico e/ou filosófico, geradas a partir da falta de concordância entre as partes quanto aos rumos que o negócio deve tomar no futuro e a melhor forma de administrá-lo.

Nesses casos, pode ocorrer o que se conhece como take over hostil, que é quando a compradora força a aquisição, mesmo sem a aprovação do conselho.

Um caso recente no Brasil de tentativa de take over hostil foi protagonizado por Sapore e IMC (ambas empresas do setor alimentício). Quando o conselho administrativo não aprovou a aquisição da IMC pela Sapore, esta última insistiu em uma OPA, que só foi barrada após a aprovação de um mecanismo conhecido como “pílula do veneno” por acionistas da IMC.

A pílula do veneno determina que, quando um acionista atinge a marca de detentor de 30% das cotas, deve realizar uma oferta por toda a companhia.

Esse mecanismo foi o suficiente para frear os planos da Sapore, que pretendia controlar apenas 60% do capital da IMC.

Entre outros mecanismos contra o take over hostil, pode-se citar: a defesa pac-man (quando o alvo, numa reviravolta, consegue comprar a adquirente) e o golden parachute (que possibilita aos executivos da organização rescindirem seus contratos, e receberem altas multas rescisórias, se uma mudança de controle ocorrer).

Por fim, além dos dois tipos de take over já citados, há ainda o take over inverso (compra de uma empresa pública por um grupo privado) e o back-flip (compra que transforma a adquirida em uma filial da adquirente).

Quais são os benefícios promovidos por um take over?

Embora existam vantagens específicas, que diferem entre si de acordo com cada caso, a realização de um take over em geral promove:

Quais são as maiores desvantagens de um take over?

Como nem tudo são flores, o take over não oferece apenas contribuições positivas ao mercado.

Entre os seus principais possíveis danos estão:

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