Última modificação em 18 de junho de 2020

O que é Swap Reverso?

Swap Reverso, ou Swap Cambial Reverso, é uma das ferramentas que o Banco Central pode empregar para exercer um controle sobre a volatilidade da moeda americana, o dólar, versus a moeda nacional.

O termo vem do verbo em inglês "to swap", isto é, "trocar". Isso faz referência ao fato de que, no swap, duas partes trocam suas rentabilidades.


Entendendo o Swap Reverso

Para entender o Swap Reverso, o primeiro passo é conhecer o conceito de Swap "comum".

Swap é um tipo de contrato de derivativo. Isso significa que seu valor deriva de outro título. No caso do swap, ocorre a troca de indexadores entre o Banco Central e uma outra parte, por exemplo, um investidor. É importante notar, então, que não existe um fluxo de capitais entre essas partes, apenas a troca das rentabilidades que cada uma vai apurar ao final do período de duração do título. 

Quando o Banco Central faz um swap comum, ele faz, então, uma troca com o investidor: o Bacen paga ao investidor a oscilação do dólar, mais um prêmio, e o investidor paga ao Bacen a diferença da taxa DI no período. Nesse cenário, o investidor sai ganhando se a oscilação do dólar superar o aumento da taxa de juros.

Já no swap reverso, ocorre justamente o contrário. Então, o Bacen paga ao investidor a diferença da taxa DI no período, e o investidor paga ao Bacen a oscilação do dólar. Portanto, o investidor sai ganhando se o aumento da taxa de juros superar a oscilação do dólar.

Para que o conceito fique mais claro, vamos a um exemplo com números.

Imagine que o Banco Central emite um contrato de swap reverso de 1 ano. Nesse período, o preço do dólar apresenta uma oscilação de 5%. Enquanto isso, a taxa DI registra uma valorização de 6,75%. Nesse caso, a diferença das rentabilidades é de 1,75% a favor do investidor.

Utilidade do Swap Reverso

O objetivo do Banco Central ao utilizar esse instrumento não é obter rendimentos. A utilidade do swap reverso, na realidade, é controlar um movimento de forte desvalorização do dólar, que pode ser prejudicial, principalmente, para as exportações. 

O motivo é que o contrato do Swap reverso equivale a uma operação de compra futura de dólar. Assim, ele gera uma pressão maior de demanda pela moeda, o que interrompe a queda do preço.

Apesar do Bacen usar o swap reverso como instrumento de controle, recentemente, a política cambial adotada pelo governo tem sido pautada principalmente no chamado "câmbio flutuante". Em outras palavras, uma posição menos intervencionista, que deixa espaço para que as moedas tenham valorização ou desvalorização determinada pelo mercado.

Leilão de Swap Reverso

Os contratos de swap reverso podem ser colocados no mercado financeiro por meio de leilões. Nesses leilões, podem ser oferecidos milhares de contratos, equivalendo à compra futura da ordem de bilhões de dólares.

Os momentos essenciais da oferta de swap reverso são o momento do anúncio, quando o Banco Central informa sobre a emissão; a janela entre a emissão e o vencimento do contrato; e o momento da apuração dos resultados.

Frequentemente, o leilão de swap reverso é realizado em conjunto com outras estratégias, como leilões de linha (leilões de moeda norte-americana à vista) e até venda direta de dólares.

Os investidores que compram o swap reverso ficam expostos na variação cambial: se o dólar valorizar muito, eles saem perdendo. Por isso, é prática comum fazer também a compra de dólares no mercado futuro, para proteger sua posição. Essa compra colabora para a finalidade do swap reverso, aumentando a demanda e pressionando a cotação do dólar para cima.

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