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Spread Bancário

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O que é spread bancário?

O spread bancário nada mais é do que a diferença entre o valor pago pelo Banco ao captar recursos financeiros e o valor cobrado por ele para emprestá-los.

Vamos supor que você tenha como hábito enviar ao banco, todos os meses, parte do seu salário para aplicações na poupança. Conforme o acordo firmado, a cada R$1.000,00 investidos, o banco te pagará R$1,00 por mês em forma de juros.

Ao mesmo tempo, um de seus melhores amigos enfrenta uma emergência e solicita um empréstimo no mesmo banco, no valor de R$1000,00. Para liberar a transação, fica pactuado, então, que ele deve pagar juros de R$3,00 por mês.

Pense bem e responda: por que ao emprestar os seus R$1.000,00 a um cliente, o banco cobra R$3,00, mas você recebe apenas 1/3 desse valor, se esse é o seu dinheiro?

Para explicar essa diferença é que conheceremos, a seguir, mais a fundo o spread bancário e destrincharemos os seus componentes um a um. Continue lendo!

Como o spread bancário funciona?

Você já deve imaginar que o banco não empresta montantes de graça, assim como também não guarda o seu dinheiro sem custos de operação.

Como qualquer empresa, ele possui gastos e obrigações conforme realiza o seu trabalho. Além disso, não é uma instituição de caridade, ou seja, todas as suas atividades visam sempre o lucro.

O spread bancário é justamente o meio pelo qual o banco lucra e constrói o seu patrimônio.

Em sua cobrança, além dos lucros e do repasse da carga tributária e custos de operação, o banco ainda considera o risco de atrasos e calotes (a tal inadimplência), assumido ao emprestar dinheiro a um cliente. Assim, chega-se ao valor final do spread bancário, conforme veremos detalhadamente abaixo.

Como o spread bancário é calculado?

O spread bancário possui, no mínimo, 5 variáveis que incidem sobre a taxa final divulgada pelo banco.

São elas: os custos administrativos, o depósito compulsório, os impostos diretos, a inadimplência e, por fim, os lucros.

Custos administrativos

Lembra que conversamos anteriormente sobre os gastos que o banco, como qualquer organização, tem ao operar?

Espaço físico, salário de funcionários, consumo de energia elétrica... Esses e tantos outros são repassados aos clientes nesta categoria.

Depósito compulsório

Como se sabe, o Banco Central utiliza de diversas táticas para manter a economia e a quantidade de dinheiro em circulação sob controle.

Uma importante forma de se fazer isso é através do depósito compulsório, que obriga os bancos a remeter parte de seu capital ao BC quando necessário. Assim, se restringe, por conveniência, o volume monetário disponível no mercado diretamente na fonte das transações.

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que protege as aplicações de até R$250.000,00 contra uma eventual falência do banco ou liquidação, também é financiado através dos depósitos compulsórios.

Impostos diretos

Sendo responsável por quase 23% do spread bancário, a carga tributária incidente nesse caso é composta por, ao menos, 5 impostos diferentes:

  • Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS);
  • Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL);
  • Imposto de Renda (IR);
  • Imposto sobre Operação Financeira (IOF);
  • Programa de Integração Social (PIS).

Inadimplência

Infelizmente, não há nenhuma fórmula mágica que permita aos bancos prever com 100% de precisão quais consumidores honrarão com o pagamento das suas dívidas e quais não irão.

Por esse motivo, todo empréstimo negociado conta com uma "margem de segurança", que garante que os bons pagadores compensarão os eventuais calotes de maus pagadores e que o banco terá prejuízo.

Lucros

Esse é fácil, né?

É a parcela do spread que fica realmente no banco e é revertida para os seus acionistas.

Segundo o Banco Central, a composição percentual do spread bancário é a seguinte:

  • 0,75%: custos administrativos
  • 2,61%: depósito compulsório
  • 22,68%: impostos diretos
  • 34,02%: lucro e afins
  • 39,95%: inadimplência.

 

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