O que é Shadow Banking?

A expressão shadow banking (podemos traduzir para o português como "sistema bancário de sombra"), criada em meados da década passada, serve para categorizar o grupo de empresas intermediárias do segmento financeiro que não participa do sistema bancário tradicional. Ou seja, estão "à sombra" do sistema, por isso o nome.

O sistema financeiro tradicional é organizado em função dos bancos e da relação que eles possuem com os governos de cada país. No entanto, como consequência da evolução mundial em termos de globalização e aumento de tecnologia, nos dias atuais existem diversas alternativas dentro do segmento.

A essas novas formas de trabalhar com operações financeiras dá-se o nome de "shadow banking". Há também quem se refira a essas organizações como "sistema bancário informal".


Quais são os tipos de empresas financeiras que compõem esse grupo?

Muitas empresas sérias e comprometidas fazem parte do shadow banking — o que não quer dizer que elas não representem um problema tanto para os bancos tradicionais, como para a própria economia, já que são processos próprios e sem o devido acompanhamento que os bancos recebem.

O que configura uma empresa nessa categoria é, como vimos, a atuação de modo paralelo ao que temos hoje em dia como sistema bancário tradicional. A seguir, listamos alguns dos principais tipos de empresas que formam o grupo shadow banking:

Qual é o problema que um shadow banking  traz?

A grande questão em relação ao shadow banking é a falta de fiscalização. Eles não sofrem com o mesmo rigor imposto aos bancos tradicionais, algo que pode apresentar maiores riscos a todas as partes envolvidas.

Apenas para ilustrar essa questão, podemos citar duas das obrigações que uma instituição bancária regulamentada precisa seguir:

Como um shadow banking deixa de ser regulamentado e fiscalizado, ele também não precisa seguir todas as exigências. Neste ponto, vale reforçar que citamos apenas dois exemplos de uma série de requisitos que instituições bancárias seguem. Sem a obrigatoriedade, quem garante que uma empresa fará todos os processos exigidos? Com isso, claro, aumenta-se o risco do negócio.

Um shadow banking realmente traz riscos ao mercado financeiro?

A criação de um shadow banking passa muito pelo que você viu no tópico anterior. As exigências previstas na regulamentação do sistema bancário trazem uma série de complicações aos empreendedores do segmento de finanças.

Como muitas dessas empresas intermediadoras são voltadas para a tecnologia e inovação, cumprir todas essas questões praticamente inviabilizam o negócio. Assim, elas acabam migrando para um sistema paralelo e trabalhando a oferta de crédito à sua maneira.

O grande ponto de discussão entre um shadow banking e o mercado financeiro é o risco que proporciona à economia. Parte disso deve-se ao fato de muitas dessas empresas atuarem alavancadas, isto é, proporcionalmente com dívidas superando os seus ativos de garantia.

Naturalmente que, fora do mercado tradicional, as organizações desse grupo não recebem a mesma quantidade de depósitos e entradas de recursos do que instituições regulamentadas. Com isso, cresce bastante o risco — especialmente de crédito e liquidez.

A crise de 2008

Não por acaso, muitos estudos apontam a prática do shadow banking como responsável pela grande crise financeira atravessada pelos Estados Unidos no ano de 2008.

Na oportunidade, esse tipo de empresa vinha crescendo bastante e atraindo investidores. Quando houve um período receoso no mercado, muitas retiradas de capital começaram a ser feitas.

O problema é que, como você viu, um shadow banking costuma funcionar alavancado — e financeiramente não foi possível dar conta dessas solicitações. É um risco que se corre nesse formato.

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