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Risco de Mercado

O que é risco de mercado?

O risco de mercado engloba todas as ameaças sobre o capital que derivam de eventos negativos e externos, capazes de afetar grande parte das organizações e investimentos em atividade, de uma só vez.

Indica, sobretudo, a possibilidade de desvalorização de títulos e ações a partir de grandes acontecimentos. Vistos como “incontroláveis” sob o ponto de vista individual, eles ainda desestabilizam o mercado como um todo, de maneira sistemática.


Como o risco de mercado funciona?

No comércio agrícola, há um tipo específico de inseticida que, ao entrar em contato com uma planta, é capaz de contaminá-la completamente e, assim, torná-la venenosa para qualquer ser vivo que a ataque. Seu nome é pesticida sistêmico.

Mas por que saber disso é importante para compreender o mercado financeiro e os seus riscos, afinal?

Porque o outro nome dado ao risco de mercado é justamente risco sistêmico – e o emprego do termo em comum não é à toa.

Nessa modalidade de risco, os fatores externos negativos atuam como inseticidas sobre a Economia e as contaminam com quedas generalizadas.

De forma rápida, os investimentos perdem o seu valor e muitos operadores, sem tempo de reação, vêm todo o capital investido sendo aniquilado (como insetos desavisados sucumbindo após se alimentarem das plantas venenosas).

Muitas vezes, nem mesmo a diversificação de investimentos é capaz de mitigar os seus efeitos.

Um exemplo, à nível nacional, da atuação do risco de mercado foi a greve dos caminhoneiros, em 2018. À nível internacional, não há como não lembrar da crise econômica global de 2008.

Ambos os acontecimentos provocaram sucessivas quedas nos valores de ações de diversos setores e instabilidade econômica generalizada, além de não poderem ser impedidos por quaisquer atos pessoais. Ao investidor, restava apenas administrá-los e tentar sobreviver aos fatos.

Quais fatores afetam e são afetados pelo risco de mercado?

Entre os aspectos considerados mais ameaçadores para os investidores, a nível de mercado, estão:

  • Ataques terroristas;
  • Desastres naturais;
  • Eventuais mudanças em taxas de câmbio;
  • Eventuais mudanças em taxas de juros;
  • Mudanças políticas impactantes;
  • Recessões econômicas.

Por outro lado, há alguns aspectos que são mais impactados pelo risco de mercado do que os demais, como, por exemplo:

  • A volatilidade no valor das ações;
  • A volatilidade nas taxas de câmbio (que aqui atua como influenciada, mas, como vimos nos aspectos causadores do risco de mercado, também pode influenciar).
  • As taxas de rentabilidade nos investimentos de renda fixa.

Como se proteger dos riscos de mercado?

Os riscos fazem parte do dia a dia de todo investidor. Afinal, não há investimento invulnerável.

Justamente por isso, a relação retorno x risco (que determina que um é diretamente proporcional ao outro) é uma das primeiras lições aprendidas quando se começa a investir.

Ainda assim, é possível assumir posturas que antecipem os perigos e protejam o patrimônio investido. A mais conhecida delas, a diversificação dos investimentos, também é aplicável para riscos patrimoniais.

Embora ela não seja capaz de ceifar o evento causador (pois, como já explicado, este não pode ser controlado a nível pessoal), a diversificação pode, sim, diminuir os prejuízos.

Mesmo em riscos de mercado, os setores não são afetados exatamente da mesma forma. Cada um é atingido com perdas de diferentes proporções. Além disso, quando concentra o capital em uma única empresa, o investidor fica vulnerável aos riscos de mercado e aos riscos operacionais. Uma somatória desastrosa!

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