O que é Revolução Cognitiva?

Revolução Cognitiva é o nome dado ao surgimento de novas formas de comunicação, a cerca de 30 mil anos atrás, quando a espécie humana ainda encontrava-se na sua forma mais primitiva de existência. 

Na era pré-histórica, os humanos eram tão insignificantes quanto qualquer outra espécie animal. Com exceção de particulares da espécie, gorilas, elefantes ou mesmo pequenos insetos possuíam possíveis diferenças na capacidade de sobrevivência que a nossa raça. 

O que, então, fez com que os futuros “homo sapiens” se destacassem na natureza? Poderia ter sido por conta do tamanho cerebral avantajado comparado as demais espécies, pela descoberta de como dominar o fogo, ou ainda, por sermos seres bípedes. Mas, não. 

O que realmente nos diferenciou das outras espécies foi o fato de que os humanos conseguiram criar linguagens de comunicação nunca vistas, muito menos aplicadas, por nenhum outro grupo animal. 

Não se sabe exatamente como, nem quando, nem porquê. Mas sabe-se que, já na era das cavernas, os homens conseguiram se comunicar entre si de maneira sem precedentes, comprovando futuramente várias teorias sobre desenvolvimento genético e psíquico. 

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Origem da linguagem humana através da Revolução Cognitiva

A Revolução Cognitiva trouxe a capacidade do homem de criar e transmitir informações, além de consumir, armazenar e assimilar grande quantidade de conteúdo – principalmente sobre coisas que não necessariamente são verdadeiras ou reais.

A característica versátil da linguagem também se destaca, pois permitiu que nossa raça se comunicasse de modo particular uns com os outros. A capacidade de falar sobre coisas que nunca viram, ouviram, tocaram ou cheiraram, fez que com os humanos desenvolvessem grande apreço pela ficção. 

Yuval Noah Harari, professor israelense da Universidade Hebraica de Jerusalém, é também o autor do best-seller publicado no ano de 2011: “Sapiens – Uma Breve História da Humanidade”. Este livro possui estudos sobre a Revolução Cognitiva, incluindo essas “realidades imaginadas”. 

Harari diz claramente, “a ficção nos permitiu não só imaginar coisas como também fazer isso coletivamente. (…) Foi o surgimento da ficção que possibilitou que um grande número de estranhos pudesse cooperar de maneira eficaz por acreditar nos mesmos mitos”. 

Essa cooperação humana, possibilitada pela nova característica de linguagem, se espalhou por tribos, cidades e influenciou diversas culturas religiosas.

Estudos sobre a Revolução Cognitiva

As ciências cognitivas surgiram na década de cinquenta, mais precisamente no ano de 1956, quando aconteceu um importante simpósio sobre teoria de informação no Instituto de Massachusetts. 

Os pesquisadores Herbert Simon, George Miller, Noam Chomsky e Allen Newell, abortaram assuntos relacionados a mecanismos de produção da linguagem. Mais tarde, nasciam as análises experimentais. 

O estudo de diferentes funções cognitivas deu abertura para que novos aspectos fossem observados, como a velocidade de processamento cerebral, identificação de estímulos nervosos e seu tempo de reação.

Ainda em 1956, importantes obras foram publicadas: "A Study of Thinking”, por Bruner, Goodnow e Austin; “Three Models for the Description of Language”, por Chomsky; “The Magical Number Seven, Plus or Minus Two”, por G. Miller; “The Logic Theory Machine”, por Newell e Simon, e “Language, Thought and Reality”, por Benjamin Whorf. 

Anos mais tarde, surgiu a Psicologia Discursiva – também chamada de Segunda Revolução Cognitiva. Seu conceito era de que não havia mais necessidade de calcular a representatividade do pensamento humano, apenas a própria prática discursiva de cada indivíduo.

Esse novo entendimento sustentou-se em três pilares:

Sendo assim, concluiu-se que a linguagem da espécie humana está diretamente relacionada a um conjunto de aspectos dinâmicos e dialéticos da cognição, considerando-se ainda a própria interface entre o homem e seu meio cultural.

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