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Plano Cruzado

O que foi o Plano Cruzado?

O Plano Cruzado foi um ajuste do governo federal implantado em 1986 para tentar controlar a economia ante o aumento galopante da inflação. Ele foi implantado durante a gestão do presidente José Sarney (1985 - 1990) e não perdurou por muito tempo.

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Para que serve o Plano Cruzado?

Ele foi criado através dos decretos-leis nº 2.283 e nº 2.284, de 27 de fevereiro e de 10 de março de 1986, respectivamente. O segundo decreto apenas fez ajustes do primeiro documento.

Foi durante o feriado bancário de 28 de fevereiro que o Plano Cruzado foi anunciado. Ele havia sido criado para tentar manter o mínimo de equilíbrio da economia brasileira.

O principal objetivo do Plano de Estabilização Econômica (PEE), que originou Plano Cruzado, era de conter a inflação. No ano de 1985, ela chegou a ser de 235%. Entre janeiro e fevereiro de 1986, antes do Plano Cruzado, o índice chegou a 517%. Para efeitos de comparação, em 2019 ela fechou em 4,31%.

Como funciona o Plano Cruzado?

O Plano Cruzado (Cz$) substituiu a moeda anterior, o Cruzeiro (Cr$). Para essa mudança, foram cortados três zeros, valendo 1.000 vezes mais.

O salário mínimo foi reajustado com uma alta de 16% e de 8% no salário de funcionários públicos. Além do aumento, foi determinado o chamado “seguro-inflação” ou “gatilho-salarial”, em que os pagamentos eram ajustados de forma automática sempre que a inflação ultrapassasse os 20%.

Além disso, a equipe econômica do governo também fez outros ajustes, como:

  • Congelamento no varejo dos preços de alimentos, combustíveis, itens de higiene e limpeza;
  • Congelamento dos preços de serviços;
  • Adiantamento de 33% do salário mínimo;
  • Aplicações com rendimento dos juros de mercado;
  • Câmbio congelado (Cz$ 13,80 para cada US$ 1);
  • Criação da tabela da Superintendência Nacional do Abastecimento (Sunab), que apresentava os novos preços dos produtos. Ela era fixada em supermercados e publicada nos jornais.

Os estabelecimentos que desrespeitavam a tabela da Sunab eram denunciados e interditados por aplicarem preços acima dos definidos.

O procedimento deu certo até um certo ponto. Com a alta do consumo, o governo decidiu elevar os juros para desaquecer o volume de compras dos brasileiros, mas houve saque das contas bancárias e houve desequilíbrio entre oferta e demanda.

Cruzado II

Os produtores já não davam conta de atender à demanda com os valores estabelecidos, pois perdiam a rentabilidade. Com isso, começaram a faltar itens nas prateleiras até chegar ao racionamento e gerar enormes filas nos supermercados.

Com o câmbio congelado, o país perdeu uma quantidade significativa das reservas monetárias internacionais.

Quando o mercado já não conseguia sustentar os valores praticados e a população pedia mudanças, o governo descongelou os preços no novo plano, o Cruzado II. Com isso, a inflação subiu expressivamente. Nos primeiros meses de 1987, o índice chegou a 337%.

No novo plano, houve aumento de impostos indiretos, reajuste de bens e serviços, subsídios às exportações, entre outras medidas. No entanto, nada foi feito para atacar a inflação de forma expressiva.

Em 1987, a saída do governo foi de decretar a moratória da dívida externa, mas não foi suficiente para controlar a economia interna. O Plano Cruzado seguiu vigente até o ano de 1989, quando foi implantado o Cruzado Novo.

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