Última modificação em 27 de dezembro de 2019

O que é PDCA?

PDCA é a sigla para Plan-Do-Check-Act, ou Planejar-Fazer-Monitorar-Agir. Trata-se de uma técnica de quatro passos, utilizada para a melhoria dos processos em empresas.

O PDCA foi desenvolvido por Walter A. Shewhart, durante a década de 1920, e popularizada por Edwards Deming nos anos 1950.

Devido a sua natureza cíclica, o PDCA é uma técnica que pode ser implementada uma vez e usada continuamente pelas empresas que buscam aprimorar suas operações.

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Como o PDCA funciona

Como o próprio nome indica, o PDCA é composto de quatro componentes, trabalhados em uma dinâmica de ciclo.

O primeiro componente é Plan, ou Planejar. Ele consiste em elaborar um plano de ação. Esse plano deve refletir a missão e os valores da empresa. Também é importante que o plano tenha objetivos claros.

O segundo componente é Do, ou Fazer. Ele consiste em executar o plano de ação. É importante que tudo seja registrado, pois as informações da execução são cruciais para o terceiro componente.

O terceiro componente, então, é Check, ou Monitorar. Ele consiste em um acompanhamento da execução, para avaliar o sucesso do plano. Tanto os pontos positivos quanto os negativos devem ser notados.

O quarto componente é Act, ou Agir. Ele consiste em implementar correções ou reforçar boas práticas, a partir das observações realizadas no terceiro componente.

Seguindo esses quatro componentes, quando o ciclo for iniciado novamente, a empresa terá um ponto de partida melhor. Dessa forma, ela pode atingir resultados progressivamente melhores. É por isso que o PDCA é uma técnica de melhoria contínua.

Vantagens do PDCA

Se adotado de maneira consistente, o PDCA pode trazer inúmeras vantagens, dentre elas: promover a diferenciação em relação aos concorrentes, reduzir custos, gerar mais receita, aumentar a satisfação dos clientes.

Por isso, é considerada uma técnica de grande importância estratégica.

PDCA e outros conceitos

O PDCA é uma proposta simples, mas poderosa, que acaba aparecendo (mesmo que não seja identificada por esse nome) em associação com vários outros conceitos.

Um bom exemplo é o Kaizen. Esse é o termo japonês para melhoria contínua, uma filosofia presente nas empresas japonesas e que acabou se disseminando pelo mundo, especialmente na gestão de qualidade.

O PDCA é considerado uma técnica que faz parte da filosofia Kaizen, justamente porque ele promove a melhoria contínua.

Outro exemplo é o Agile, ou Ágil. As metodologias ágeis são usadas na gestão de projetos, para gerar resultados com mais rapidez, realizando várias entregas menores sucessivas, em vez de uma única grande entrega no final.

Dentro dessas metodologias, o ciclo PDCA também está presente, para corrigir eventuais problemas identificados no projeto a cada nova entrega.

PDCA x PDSA

Deming, responsável por popularizar o PDCA, introduziu um ciclo um pouco diferente, o PDSA. Nesse caso, o terceiro componente, Check (Monitorar), é substituído por Study (Estudar).

A proposta é que, em vez de apenas acompanhar a execução, seja feito um verdadeiro estudo sobre ela. Dessa maneira, é possível entender melhor o que está acontecendo e porque está acontecendo dessa forma. Como consequência, o quarto componente, Act (Agir), pode ser mais assertivo.

PDCA e gestão financeira

Frequentemente, o PDCA é associado a gestão de projetos, gestão de processos, gestão da qualidade. Porém, ele também pode ser muito útil para a gestão financeira.

Primeiro, é criado o plano de ação, o orçamento, que dá os parâmetros para a utilização dos recursos financeiros disponíveis. Depois, vem a execução do orçamento. Paralelamente, é preciso monitorar os resultados. Então, podem ser identificadas falhas no orçamento, que devem ser corrigidas no próximo período.

E esse ciclo não se limita ao uso dentro das empresas. Qualquer pessoa pode utilizar o PDCA para gerir seus recursos financeiros cada vez melhor.

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