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Paul Samuelson

Quem é Paul Samuelson

Paul Samuelson foi um proeminente economista estadunidense, o primeiro do país a receber o Prêmio Nobel de Economia. Ele nasceu em 1915 e morreu em 2009.

É considerado por alguns especialistas o Pai da Economia Moderna, um dos fundadores da Economia neo-Keynesiana, e uma figura importante na origem da Economia Neoclássica.


Vida pessoal

 

Paul Samuelson nasceu no estado de Indiana, filho de um farmacêutico. Sua família era de imigrantes judeus da Polônia, que prosperaram durante a I Guerra Mundial.

Com oito anos, ele se mudou para Chicago. Lá completou seus estudos até a faculdade; Graduou-se na University of Chicago em 1935 e foi durante uma aula sobre Thomas Malthus na faculdade que percebeu sua vocação para a Economia.

Depois de terminar a graduação em Chicago, Samuelson também obteve um título de Mestrado e um Doutorado em Harvard. Enquanto estava em Harvard, foi aluno de Schumpeter e outros grandes economistas da época.

Sua tese de doutorado ganhou o prêmio David A. Wells, em 1941, com o título "Fundamentos da Economia Analítica". Ela veio a se tornar uma de suas obras mais importantes.

Samuelson tornou-se professor assistente de Economia no MIT em 1940; professor associado em 1944; professor em 1947; e Institute Professor (um título do MIT para os docentes mais importantes) em 1962. Ele permaneceu lá até sua morte.

Paul Samuelson morreu com 94 anos, após um breve período doente.

Assuntos de interesse e contribuições

Samuelson demonstrou interesse e fez contribuições importantes em vários assuntos dentro do estudo da Economia.

Em teoria do consumo, ele foi um pioneiro da abordagem da preferência revelada, um método pelo qual é possível comparar a influência de diferentes políticas sobre o comportamento do consumidor, para descobrir suas preferências.

Em economia do bem-estar social, ele foi responsável por popularizar os critérios de Lindahl-Bowen-Samuelson, que permitem decidir se uma ação vai gerar impacto positivo sobre o bem-estar social.

Em teoria do capital, ele se envolveu na controvérsia do capital de Cambridge, sendo um dos principais representantes da visão neoclássica. O debate girava em torno de visões distintas para o problema da agregação.

Em teoria financeira, ele se tornou conhecido por desenvolver a hipótese do mercado eficiente.

Em teoria das finanças públicas, ele desenvolveu trabalhos sobre a alocação ótima de recursos em relação a bens públicos e bens privados.

Em economia internacional, ele esteve envolvido no desenvolvimento de dois modelos de comércio internacional: o efeito Balassa-Samuelson e o teorema de Stolper-Samuelson.

Em macroeconomia, ele popularizou o modelo das gerações sobrepostas para analisar o comportamento dos agentes econômicos em vários períodos de tempo.

Em economia de mercado, ele foi um grande crítico de Von Hayek, argumentando contra a oposição à intervenção estatal e afirmando que mercados livres com zero regulação não se estabilizam sozinhos.

Além de suas atividades teóricas, Paul Samuelson também se envolveu ativamente em questões ligadas à economia dos EUA. Em 2003, ele esteve entre os dez economistas que assinaram uma declaração em oposição ao corte de impostos proposto pelo então presidente George W. Bush.

Prêmio Nobel de Economia

Na entrega do Prêmio Nobel de Economia, em 1970, o comitê responsável pela premiação afirmou que Paul Samuelson ajudou, mais do que qualquer outro economista de sua época, a elevar o nível metodológico e analítico do estudo científico da Economia.

O comitê também apontou que Samuelson demonstrou a unidade fundamental entre técnicas analíticas e problemas. Essa unidade fica clara pelo fato de que o economista prestou contribuições relevantes em tantos assuntos diferentes.

Obras de Paul Samuelson

Samuelson teve duas obras principais publicadas. A primeira foi o livro Fundamentos da Análise Econômica, baseado em sua tese de doutorado. A segunda foi o livro-texto Economia: Uma Análise Introdutória, considerado um dos mais vendidos na área de Economia de todos os tempos. Esse foi o segundo livro-texto nos EUA a tentar explicar os princípios da Economia Keynesiana.

 

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