Última modificação em 29 de outubro de 2020

O que é P2P?

O termo P2P já existe há bastante tempo, mas se tornou popular em 1999 com o lançamento do Napster, aplicativo de compartilhamento de arquivos via servidores centrais que conecta os usuários que possuem os arquivos àqueles que solicitam tais documentos. 

De fato, investidores, analistas e outros interessados em realizar transações com criptomoedas, com certeza já se depararam como o termo "peer-to-peer" ou "P2P", que descreve as plataformas que oferecem serviços como processamento de pagamentos e informações sobre compradores e vendedores.

Como funciona o P2P?

O P2P torna todo esse processo de trocas comerciais muito mais simples uma vez que elimina os intermediários - cada computador ligado à rede baixa e transmite arquivos ao mesmo tempo para todas as outras máquinas, o que torna o sistema menos congestionado e garante maior velocidade.

Também chamado de ponto-a-ponto, o sistema P2P é uma plataforma descentralizada que permite que dois indivíduos interajam diretamente um com o outro, sem a intermediação de um terceiro. 

Nesse caso, o comprador e o vendedor negociam diretamente por meio dessa plataforma que oferece serviços de pesquisa, triagem, classificação e processamento de pagamento ou depósito.

O P2P também é muito utilizado nas transações de criptomoedas, o que garante a segurança de todo o procedimento — um arquivo compartilhado não pode ser excluído a menos que toda a rede seja destruída. Já em uma rede centralizada é possível encontrar um documento e exclui-lo manualmente do servidor central.

Para tanto, moedas digitais usam o blockchain, sistema que garante a confiabilidade e a segurança das transações efetivadas na rede. 

Vale observar que alguns serviços ponto a ponto reúnem indivíduos interessados em trabalhar em projetos conjuntos, compartilhar informações ou se comunicar sem intermediação direta de alguma instituição financeira. Esses serviços podem operar gratuitamente ou gerar receita por meio de anúncios exibidos aos usuários ou da venda de dados não sigilosos. 

Peer-to-peer com as moedas digitais

É possível usar uma rede P2P para comprar e vender moedas digitais. Em geral, os serviços ponto-a-ponto são criados com a intenção de facilitar essas transações e reduzir o risco para o comprador e o vendedor.

O diferencial aqui é que não é preciso contar com a intermediação de uma instituição financeira para confirmar as transações efetivadas ou garantir a confiabilidade do sistema.

Nesse modelo de negócios o dinheiro não é transferido de uma conta bancária para outra — basta sinalizar o endereço da carteira de quem irá receber e enviar, mesmo que o comprador esteja em outro país.

Vale destacar que para fazer uma transação internacional por intermédio de um banco é preciso pagar uma taxa de 15%, já para enviar o Bitcoin via P2P o valor cobrado é R$ 0,50 e o dinheiro cai na carteira do comprador em poucos segundos.

Além de diminuir a burocracia, a transação elimina os custos associados a transferência bancária, que podem ser bastante significativos. 

Ponto-a-ponto nas negociações com criptomoedas

Em geral, as moedas digitais são negociadas pelas corretoras ou exchanges, que reúnem compradores e vendedores em um mesmo site e garantem negociação ágeis e seguras. 

No P2P também ocorre a compra e a venda de criptomoedas, no entanto, não há como saber quem está vendendo e quem está comprando. Nesse caso, o interessado precisará pesquisar a reputação do vendedor para garantir que não perderá dinheiro caindo em algum golpe. 

Termo do dia

Edmar Bacha

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