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Microeconomia

O que é Microeconomia?

A microeconomia visa identificar como consumidores e produtores agem individualmente para se compreender os impactos de suas ações no funcionamento de um sistema econômico.

Ela se desenvolveu a partir dos trabalhos de Adam Smith e David Ricardo, além de outros economistas importantes dos séculos XVIII e XIX, com base nos seguintes conceitos:

  • Os agentes tomam decisões racionais;
  • Visando o benefício econômico próprio;
  • Em um ambiente onde os recursos são escassos.

Por que a microeconomia também é chamada de Teoria dos Preços?

A microeconomia mostra como a liberdade para se estipular preços coordena as atividades tanto de produtores como de consumidores. Assim, é possível estudar a demanda, inerente aos desejos e necessidades de consumo, e a oferta, que representa bens e serviços oferecidos pelos empresários.

As interações entre essas duas forças é que determinam a dinâmica de um mercado, permitindo analisar os seus efeitos sobre os preços em condições que incluem desde o monopólio até a concorrência perfeita.

O objetivo é alcançar o “ótimo econômico” onde:

  • Produtores: maximizam o lucro, dados os recursos que possuem;
  • Consumidores: maximizam a sua satisfação, dada a renda disponível.

Isso é o que prega o sistema econômico liberal. Havendo liberdade para se estipular preços, ambos o equilíbrio e a eficiência se manifestam automaticamente, trazendo melhores resultados para a sociedade quando consideradas as seguintes premissas:

  • Ausência de assimetria de informações;
  • Mercados pulverizados (muitos vendedores e compradores);
  • Existência de bens similares;
  • Relacionamentos relativamente estáticos (conceito de ceteris paribus, onde todas as demais variáveis permanecem constantes).

Longe de ser algo puramente teórico, a microeconomia tem aplicações bastante práticas. É por meio de modelos matemáticos, que reproduzem de forma mais fidedigna possível o que ocorre na economia, que se buscam soluções para:

  • Regulação de setores econômicos;
  • Mercado financeiro;
  • Mecanismos de proteção à concorrência;
  • Sistema de saúde;
  • Comércio virtual;
  • Meio Ambiente;
  • Entre outros.

Quais são as teorias que fundamentam a microeconomia?

Os estudos de microeconomia não possuem a ambição de trazer um resultado irrefutável. Sua finalidade é identificar tendências, ou o comportamento que seria esperado, quando indivíduos tomam determinadas decisões ou os fatores de produção se alteram.

Dito isso, aborda-se a perspectiva de cada um dos agentes por meio de teorias.

Teoria do Consumidor

Quais as suas preferências e como ele decide, inclusive em termos de custo de oportunidade; ou seja, o que ele desiste de obter ao tomar determinada decisão.

Teoria da Empresa

Qual o arranjo que ela deve ter, em termos de terra, tecnologia, capital e trabalho, dada a demanda a ser atendida.

Teoria da Produção

A produção é o processo onde os insumos são transformados em bens finais. Assim, avalia-se qual a melhor combinação de recursos, e meios de industrialização, para se chegar ao menor custo e, portanto, à maior lucratividade.

Quais são as principais críticas da microeconomia para fins de políticas públicas?

Por representarem uma simplificação da realidade, os modelos desenvolvidos pelos economistas não acomodam determinadas situações que acontecem no ambiente econômico.

Assim, apesar de representarem a perfeição, são incapazes de resolver totalmente os problemas que surgem na sociedade, trazendo uma série de consequências que não podem ser previstas de antemão.

Uma das principais limitações é o fato de muitos deles ignorarem que a racionalidade individual não é necessariamente aquela que maximiza o resultado, monetariamente falando.

Ela pode estar relacionada a fatores culturais, o que implica em entender o contexto dinâmico em que um grupo está inserido. Nesse sentido, a psicologia econômica passou a ganhar cada vez mais importância, inclusive dando à Richard Thaler o Prêmio Nobel de Economia de 2017.

Dado que muitos fatores do comportamento humano ainda serão moldados por tendências que os economistas hoje pouco compreendem, a microeconomia já contempla o escopo no que o Estado pode efetivamente fazer bem-feito, minimizando qual o tamanho que ele deveria ter (mais ou menos intervencionista).

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